quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A voz rouca da opinião pública

Registro de indignação dos leitores do jornal Folha de São Paulo:  
O salário do nosso governador será reajustado em 26% a partir de janeiro do próximo ano. Acho a medida justa e, em razão de sua justiça, deveria ser estendida para todos os servidores do nosso Estado, que não recebem reposição nem de parte da inflação que corrói seus salários”.
VANDERLEY PIMENTA (Indaiatuba, SP)
“Senhor governador eleito, como professor de escola pública, sem aumento salarial há não sei quanto tempo, ficarei satisfeito com 26% de reajuste”.
LAUDENIR OTAVIO MENDES (Taquaritinga, SP)
“Compra de novos carros para os deputados, aumento salarial significativo para o senhor governador, secretários e outras categorias indicam que a arrecadação está satisfatória, mas não suficiente para salários justos aos funcionários da saúde pública, principalmente os inativos que foram empurrados para a classe D, depois de atuarem na implantação de programas até hoje executados na saúde.
A política salarial do Estado de São Paulo, em vigor há mais de uma década, mantém duas categorias: os privilegiados e os desvalorizados”.
MARIA AMÁLIA DA CRUZ OLIVEIRA (Limeira, SP)
“Esperamos que o nosso governador eleito, médico de formação, não renegue sua origem ao reassumir o cargo e desta vez contemple seus coitados e sofridos colegas médicos, funcionários públicos estaduais, com o aumento salarial a que ele mesmo fará jus. Mas que, também, não se esqueça dos professores e dos policiais, porque logo logo o salário mínimo estabelecido pelo governo de São Paulo será maior que os vencimentos dessas três categorias.
Que o governador aposte na valorização salarial desses profissionais desmotivados. Verá assim benefícios nas esferas mais criticadas pela sociedade: saúde, educação e segurança pública. O diagnóstico é esse. A prescrição do tratamento é dele”.
FABIO MARTINELLI (São Paulo, SP)

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