terça-feira, 30 de dezembro de 2014

PF indicia presidente e diretor da CPTM por cartel de trens

Mario Bandeira e José Luiz Lavorente estão entre os 33 indiciados por irregularidades em projetos da estatal de transportes de SP

Por Fausto Macedo e Ricardo Chapola
O presidente e o diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), respectivamente Mário Bandeira e José Luiz Lavorente, estão entre os 33 indiciados pela Polícia Federal no inquérito que investigou o cartel no setor metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Lavorente e Bandeira são os únicos servidores públicos que constam da lista de indiciados, entre doleiros, empresários e executivos das multinacionais que teriam participado de conluio para obtenção de contratos no Metrô e na CPTM.
A PF também indiciou funcionários e ex-funcionários das multinacionais Alstom, Siemens, Bombardier, Mitsui, CAF e TTrans. A lista dos 33 indiciados pela PF foi obtida pelo jornalista José Roberto Burnier, da Rede Globo. Todas pessoas indiciadas pela PF são investigados pelos crimes de corrupção passiva, ativa, formação de cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 60 milhões dos alvos estão bloqueados. O inquérito chegou à Justiça Federal na segunda-feira. Segundo a PF, as duas estatais “foram vítimas do ajuste das empresas”.
O nome do ex-diretor da CPTM, João Roberto Zaniboni, também está entre os 33 indiciados pela PF. Ele é acusado de receber propina das empresas via lobistas. O esquema foi revelado em outubro de 2013, pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, em delação premiada à PF. Em seu depoimento, Rheinheimer relatou sobre suposto pagamento de propina de multinacionais a deputados e funcionários públicos.
Zaniboni mantinha conta secreta na Suíça com saldo de US$ 826 mil. O dinheiro, segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, já foi repatriado pelo próprio Zaniboni, com recolhimento de impostos. Ontem, uma delegação de procuradores e promotores brasileiros iniciou em Berna reuniões com o Ministério Público da Suíça. A meta é identificar o percurso do dinheiro encontrado em contas em Zurique.
Os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgão que detém competência para processar os parlamentares citados por Rheinheimer na delação. O depoimento prestado por Rheinheimer à Justiça foi ratificada pelas provas reunidas no inquérito.
O Supremo devolveu à PF parte da investigação que não atingia autoridades com foro privilegiado. Depois disso, a polícia passou a colher depoimentos e rastrear eventuais fluxos de recursos ilícitos em contas dos suspeitos no caso do cartel.  Alguns investigados já haviam sido indiciados antes da remessa do inquérito ao STF. A outra parte foi enquadrada após o retorno dos autos.
Empresas. A Alstom informou por meio de nota que “não pode se manifestar” em razão de o inquérito correr sob segredo de Justiça.
A Siemens disse apoiar o “total esclarecimento” do episódio e reforçou ter tido “proatividade” ao divulgar os resultado das auditorias que deram início às investigações da Polícia Federal.
Também por meio de nota, a Mitsui afirmou estar colaborando com as investigações que estão em andamento. A empresa também informou que não vai comentar a menção de um ex-funcionário na lista de indiciados da Polícia.
A Bombardier divulgou em nota disse que a empresa “segue os mais altos padrões éticos” e afirmou que vai continuar colaborando com aa investigações.
A CPTM informou em nota que os diretores eventualmente mencionados no relatório da Polícia Federal não irão se manifestar, uma vez que não tiveram acesso ao conteúdo do processo em razão do segredo de justiça.
“Ambos autorizaram abertura de sigilo dos seus dados fiscais e bancários, inclusive das respectivas esposas, nada sendo encontrado. Os executivos negam veementemente qualquer prática irregular na condução dos processos licitatórios, desconhecendo completamente qualquer acusação.
Os dirigentes da CPTM continuam colaborando com todos os órgãos que investigam as denúncias sobre formação de cartel. A Companhia tem total interesse em apurar os fatos e, constatado o prejuízo, exigir ressarcimento aos cofres públicos”, afirmou a Companhia.
VEJA A LISTA DOS 33 INDICIADOS PELA POLÍCIA FEDERAL NO INQUÉRITO DO CARTEL DOS TRENS EM SÃO PAULO:
1) ADEMIR VENANCIO DE ARAUJO – EX-DIRETOR DA CPTM – TEM CONTA COM US$ 1,2 MI NA SUÍÇA (DINHEIRO ESTÁ BLOQUEADO)
2) ADILSON ANTONIO PRIMO – EX-PRESIDENTE DA SIEMENS NO BRASIL POR DEZ ANOS)
3) ANTONIO KANJI HOSHIKAWA – EX-DIRETOR DA CPTM
4) ANTONIO OPORTO DEL OMO – EX-PRESIDENTE DA ALSTOM DA ESPANHA
5) AGENOR MARINHO CONTENTE FILHO – DIRETOR DA CAF
6) ALBERT FERNANDO BLUM – DIRETOR DAIMLER/CHRYSLER
7) ARTHUR GOMES TEIXEIRA – CONSULTOR E LOBISTA
8) AURÉLIO SURIANI
9) BERND KERNER
10) CARLOS ALBERTO CARDOSO ALMEIDA
11) CESAR PONCE DE LEON CANALEJAS – VICE-PRESIDENTE ALSTOM ESPANHA
12) CLAUDIO ROBERTO PASQUINI ZENELLA – BOMBARDIER
13) DANIEL MORRIS ELIE HUET
14) ISIDRO RAMON FONDEVILLA QUINOMERO – DIRETOR GERAL SETOR DE TRANSPORTE ALSTOM
15) JOÃO ROBERTO ZANIBONI – EX-DIRETOR DA CPTM.
16) JOSÉ ANTONIO LUNARDELLI – EX-DIRETOR DA SIEMENS
17) JOSÉ DE MATTOS JÚNIOR – EX-AUDITOR DA SIEMENS
18) JOSÉ LUIZ LAVORENTE – DIRETOR DE OPERAÇÕES DA CPTM
19) JOSÉ MANUEL ROMERO ILLANA – EX-DIRETOR DA SIEMENS
20) JURGEN BURNOWSKY
21) LUIZ FERNANDO FERRARI – DIRETOR DA ALSTOM
22) MARIANA COLOMBINI ZANIBONI – FILHA DE JOÃO ROBERTO ZANIBONI
23) MARIO MANUEL SEABRA RODRIGUES BANDEIRA
24) MILENA COLOMBINI ZANIBONI – FILHA DE JOSÉ ROBERTO ZANIBONI
25) MASAO SUZUKI – VICE-PRESIDENTE MITSUI
26) MASSIMO ANDREA GIANVINA BIANCHI – PRESIDENTE TTRANS
27) MURILO RODRIGUES DA CUNHA – EX-FUNCIONÁRIO DA CAF
28) PAULO JOSÉ DE CARVALHO BORGES JÚNIOR
29) RAUL MELO DE FREITAS – EX-DIRETOR DA SIEMENS
30) RONALDO CAVALIERI – EX-DIRETOR DA SIEMENS
31) SERGE VAN TEMSCHE – EX-PRESIDENTE DA BOMBARDIER
32) SERGIO DE BONA – EX-DIRETOR DA SIEMENS
33) OLIVIER HOSSEPIAN SALLES DE LIMA – EX-PRESIDENTE DA CPTM, 1999 A 2003
Crimes atribuídos pela PF aos indiciados: corrupção passiva, corrupção ativa, cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ANTONIO CLÁUDIO MARIZ DE OLIVEIRA
“O indiciamento de Adilson Primo não possui base legal e nem está amparado pelas provas ou mesmo meros indícios constantes do inquérito policial. O seu depoimento, corroborado por outras provas testemunhais, demonstra que na qualidade de presidente da Siemens jamais cometeu qualquer ilicitude, ficando demonstrada a participação, sim, de outros diretores em fatos tidos como delituosos. Assim, a defesa espera que o Ministério Público requeira o arquivamento do referido inquérito quanto Adilson Primo.”

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA MARCELO MARTINS DE OLIVEIRA
“Como não tivemos acesso ao conteúdo do relatório do inquérito da Polícia Federal não temos como nos manifestar. Só poderemos opinar depois de lermos o relatório.”


COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA EDUARDO CARNELÓS
“O sr. Arthur Teixeira não é e nunca foi lobista, muito menos pagador de propinas. É um engenheiro renomado, hoje atuando como consultor dada sua larga experiência no setor ferroviário. Posso assegurar que o sr. Arthur jamais cometeu qualquer ato ilícito, nem fez parte de cartel.”








sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Divã elétrico de Joaquim Barbosa que custou R$ 5.900 está sem uso no STF


SEVERINO MOTTA
FOLHA DE SÃO PAULO 
Uma espreguiçadeira com massageador elétrico, estofamento em couro marrom, detalhes em madeira e acabamento em aço inox escovado tem chamado a atenção de servidores que frequentam a sala de fisioterapia do STF (Supremo Tribunal Federal).

O móvel é velho conhecido dos ministros da corte, que conviveram com ele no cafezinho que fica atrás do plenário e viram, por diversas vezes, seu então dono, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, usá-la nos intervalos do julgamento do mensalão para aliviar suas dores nas costas.
Alan Marques/Folhapress
A espreguiçadeira com massageador elétrico que era usada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, no STF


A espreguiçadeira com massageador elétrico que era usada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, no STF
A espreguiçadeira com massageador elétrico que era usada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, no STF

Comprada em 2009 por dispensa de licitação e a pedido do gabinete de Barbosa, a espreguiçadeira custou R$ 5.900 —cerca de R$ 7.800 em valores atualizados. De acordo com catálogo da loja que a produz, ela personaliza posições para um melhor descanso e é perfeita para assistir a televisão, ler, ou simplesmente relaxar.

Durante a gestão de Barbosa, a espreguiçadeira subia e descia do cafezinho para uma espécie de sala montada no gabinete da presidência, onde Barbosa era atendido por fisioterapeutas e tentava se aliviar de dores nas costas. No local, além do aparelho de massagem, havia televisões para que o ministro pudesse acompanhar os julgamentos.

CADEIRA APOSENTADA

Com a aposentadoria de Barbosa, a sala foi desmontada e a cadeira ficou sem destino certo. A atual gestão resolveu enviá-la para a sala de fisioterapia da corte. Segundo fisioterapeutas ouvidos pela reportagem, o equipamento não é considerado uma peça específica para tratamentos de saúde.







segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

São Paulo foi o estado que mais contribuiu para a piora da miséria no país no ano passado

Estado mais rico e populoso, São Paulo foi a unidade da Federação que mais contribuiu para a piora da miséria no país no ano passado.
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
Folha de São Paulo


          A conclusão é de um estudo feito a pedido da Folha por pesquisadores associados ao Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade) com base nas informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
          Em 2013, a pobreza extrema parou de cair pela primeira vez desde 2003. Como o aumento em números absolutos foi muito pequeno e a pesquisa é feita com base numa amostra, os estatísticos preferem falar em estagnação da miséria em vez de aumento.

O trabalho de Andrezza Rosalém e Samuel Franco focou nas pessoas que disseram viver com renda mensal inferior a R$ 70. Esse era o limite adotado pelo governo na época da Pnad para definir quem é miserável. O valor foi reajustado para R$ 77 neste ano.

De acordo com o estudo, surgiram em 2013 no país mais 834 mil pessoas extremamente pobres. Desse total, 125 mil viviam em São Paulo, o equivalente a cerca de 15%. Em nenhum outro Estado, o aumento do número de miseráveis foi maior nesse ano.

Como São Paulo é o Estado mais populoso do país, com 44 milhões de habitantes, naturalmente um mau resultado tem peso numérico maior.

Em segundo lugar está o Maranhão, com um aumento de 118 mil miseráveis numa população de quase 7 milhões de pessoas. Em terceiro, está o Pará, que aparece com 80 mil pessoas a mais abaixo da linha de miséria entre 8 milhões de habitantes.

O estudo ajuda a qualificar a noção de que o Nordeste é a região que mais contribui para a extrema pobreza no país. Ela ainda é a área com maior número de miseráveis, com 3,6 milhões, mais da metade do total de pessoas extremamente pobres do país.

Somados todos os Estados do Nordeste, a região foi a que teve maior aumento da extrema pobreza, seguida pelo Sudeste. Mas três Estados nordestinos (Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte) estão entre os que menos contribuíram para a evolução da miséria em 2013, segundo o estudo.

O número de miseráveis na Bahia diminuiu nesse ano. Com 61 mil pessoas a menos abaixo da linha adotada para definir a extrema pobreza, o Estado foi o que teve maior diminuição da miséria em 2013. Além dela, só o Distrito Federal teve também decréscimo.

TRABALHO

Não estão claras ainda as causas da desaceleração da queda da miséria no país, nem suas especificidades regionais, mas os números da Pnad oferecem algumas pistas.

Primeiro, apontam uma uma piora generalizada no acesso da população extremamente pobre ao mercado de trabalho. As taxas de ocupação na semana da pesquisa e no ano foram as mais baixas desde 2004, diz o estudo.

Houve também uma deterioração da qualidade dos postos de trabalho. O tempo médio de permanência no trabalho entre os ocupados, em meses, caiu quase 32%.

Por outro lado, a Pnad mostrou que a escolaridade dos miseráveis melhorando e o analfabetismo continuou diminuindo em 2013, ainda que num ritmo mais lento do que nos anos anteriores.

Procurada pela Folha para comentar os dados do estudo, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo não quis opinar.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Social afirmou que os números da Pnad mostram apenas "uma flutuação estatística", e que a miséria é menor do que sugerem algumas interpretações.

Segundo o Iets, 6% dos brasileiros eram extremamente pobres em 2013. Para o ministério, a taxa cai para 3% se forem descontadas da amostra pessoas que se declararam sem renda e os que não têm perfil de miseráveis, pelo nível de educação e pelo acesso a bens e serviços.

"Significa que o país alcançou 15 anos antes a meta [de redução da pobreza] estabelecida para 2030 pelo Banco Mundial para o conjunto de países do mundo", diz a nota.











sábado, 29 de novembro de 2014

Revista ' Time ' escolhe Lula como líder mais influente do mundo

A lista com as 100 pessoas mais influentes no mundo foi dividida em quatro categorias: líderes, heróis, artistas e pensadores. Lula aparece no topo dos 25 líderes mais influentes do mundo.

Em segundo lugar nesta categoria foi escolhido o presidente da empresa de computadores pessoais Acer, J.T. Wang, seguido pelo chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen. O presidente americano, Barack Obama, ocupa o quarto lugar.

"Lula é um autêntico filho da classe trabalhadora latino-americana, que esteve preso uma vez por liderar uma greve", escreveu o cineasta Michael Moore, encarregado pela revista de traçar um perfil do presidente brasileiro.

Moore recordou os motivos que levaram Lula a ingressar na vida política."Foi quando, aos 25 anos, ele viu Maria, sua mulher, morrer aos oito meses de gravidez, junto com a criança, porque eles não podiam pagar atendimento médico decente", lembrou.


Na categoria heróis, o vencedor foi o ex-presidente americano Bill Clinton, escolhido por seu trabalho como enviado especial das Nações Unidas ao Haiti. Entre os artistas, o primeiro lugar ficou com a cantora nova-iorquina Lady Gaga. Na lista dedicada aos pensadores, a"Time"elegeu a arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid.

FONTE: JORNAL O GLOBO







Brasil - Corrupção e Sonegação : tem solução ?


" Não há limite para a ganância humana " - Gandhi

A corrupção política reflete a corrupção presente na sociedade.

O Brasil perde com a corrupção política de R$ 41 a R$ 69 bilhões por ano, envolvendo empresas e diferentes partidos políticos, conforme estudo da FIESP em 2010, divulgado em junho de 2013 pela Revista Caros Amigos na Edição especial "As Raízes da Corrupção".

O atual Sistema Político favorece a corrupção envolvendo empresas e políticos de diferentes Partidos.

Dilma defende a Reforma Política com financiamento privado para acabar com a corrupção política.

A corrupção política é um grande problema mas há outro problema extremamente grave que a Globo não divulga.

O Brasil perde todos anos importantes recursos orçamentários decorrente da corrupção e sonegação de impostos.

Em 2013, o Brasil perdeu R$ 415 bilhões com sonegação de impostos e até o final de 2014, a estimativa é de perda de R$ 500 bilhões.

Quantas Creches, Escolas e Hospitais poderiam ser construídos com cerca de R$ 500 bilhões que não entram no Orçamento da União, 27 Estados e 5.570 Municípios ?

O Brasil não ganhou a Taça do Mundo de Futebol mas corre o risco de ganhar a Taça de Sonegação Mundial pois é o 2º país do mundo com maior sonegação de impostos.

A Grande Mídia informou recentemente o rombo de R$ 100 bilhões no Orçamento do Governo Federal para 2015 mas não informa que, se houver no próximo ano menos corrupção política envolvendo empresas e políticos e menos sonegação de impostos será possível resolver o problema orçamentário, sem reduzir os investimentos do Brasil em Educação, Saúde, Habitação e outras área fundamentais para avanços na Justiça Social.

Os maiores sonegadores são os ricos, parte dos quais financia campanha dos políticos de diferentes partidos.

A TV Globo não informa a população sobre o problema da sonegação de impostos pois também é acusada de sonegação fiscal juntamente com seu amigo Itaú que é acusado de dívida de R$ 18 bilhões em impostos.

A Reforma Política é condição para termos a Reforma Tributária pois atualmente os Bancos pagam apenas cerca de 4% sobre os lucros exorbitantes enquanto cobram 15% de juros da Dívida Interna.

A maioria dos Políticos são financiados por grandes empresários, incluindo Empreiteiros e Banqueiros que não têm interesse na Reforma Tributária.

As vítimas da corrupção e sonegação de impostos são os pobres e a classe média pois menos creches, menos escolas, menos hospitais, áreas essenciais para termos mais Paz no Brasil.

Precisamos de Plebiscito para que a população participe das mudanças que o Brasil precisa pois, se depender da maioria dos políticos do Congresso, haverá apenas um Referendo sobre a Reforma Política para que continue tudo como está.

O Brasil tem jeito !

Vamos participar das mudanças que representam a solução para os principais problemas do Brasil.

A Democracia agradece sua contribuição para termos um Brasil melhor para todos.

Fonte: página do Facebook de Sônia Sampaio







Polícia Federal chega no ‘Doutor Freitas’ e Aécio Neves desaparece

   Por Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual

Após depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada afirmando que existia um ‘clube’ de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano sumiu da imprensa

Nas últimas entrevistas, o senador Aécio Neves (PSDB), apareceu histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na Operação Lava Jato para atacar o governo Dilma e afastar os holofotes dos tucanos. Parece que vai ser difícil agora.

Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de páginas dos grandes jornais informam que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e esteve com o empreiteiro na sede da UTC. Ainda de acordo com o depoimento, objetivo da visita do Doutor Freitas foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio.

Dados da Justiça Eleitoral sobre as eleições de 2014 mostram que a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para a campanha presidencial e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos.

Depois dos depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordos de delação premiada, e afirmaram que existia um “clube” de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano Aécio Neves sumiu da imprensa.

Aécio é senador até 2018, mas também não é mais visto na casa. De 11 sessões, compareceu apenas a cinco. O ex-candidato tucano precisa aparecer para explicar a arrecadação junto à empreiteira, o que, para ele, sempre foi visto como “escândalo do PT”, e outras questões. Como se não bastassem antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse a infiltração de corruptos na Petrobras desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como se não bastasse o inquérito que liga o doleiro Alberto Youssef à Cemig, basta observar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador.

Para quem não se lembra, a “grande” obra de Aécio como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campi universitários. Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, com custo de cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bi em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros apelidos de Aeciolândia ou Neveslândia.

Além de a obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investimento em saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.

O próprio resultado deixou “batom na cueca” escancarado em praça pública, já que os dois prédios iguais foram construídos por dois consórcios diferentes, cada um com três empreiteiras diferentes.

Imagina-se que se um consórcio ganhou um dos prédios com preço menor teria de construir os dois prédios, nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual.

Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente e precisa ser investigada. Afinal, por que seis grandes empreiteiras, em uma obra que cada uma teria capacidade de fazer sozinha, precisariam dividir entre elas em vez de cada uma participar da licitação concorrendo com a outra? Difícil de explicar.

O próprio processo licitatório deveria proibir esse tipo de situação pois não existe explicação razoável. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

No final das contas, nove grandes empreiteiras formando três consórcios executaram a obra. Cinco delas estão com diretores presos na Operação Lava Jato, acusados de formação de cartel e corrupção de funcionários públicos.

Em março de 2010 havia uma investigação aberta no Ministério Público de Minas Gerais para apurar esse escândalo. Estamos em 2014 e onde estão os tucanos responsáveis? Todos soltos. A imprensa mineira, que deveria acompanhar o caso, nem toca no assunto de tão tucana que é. E a pergunta do momento é: onde está Aécio?

Foto de capa: Pragmatismo Político






sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Caso Eliza Samudio em quadrinhos: Kajuru diz que entrevista com goleiro Bruno nunca existiu

     O apresentador Jorge Kajuru afirmou à revista “Placar” deste mês que a entrevista com o goleiro Bruno Souza –que está preso acusado de matar sua ex-amante Eliza Samudio, em 2010– nunca existiu.
     A informação sobre a suposta entrevista foi divulgada pelo site da Folha, o F5, em setembro do ano passado. A entrevista nunca foi ao ar. Na época, o ex-advogado do goleiro, Ércio Quarema, negou que a conversa tivesse acontecido. “Essa entrevista nunca ocorreu. Eu jamais negociei entrevista alguma, não tenho contrato nenhum e não estou para receber R$ 150 mil de quem quer que seja”, disse ao UOL na época.
Segundo Kajuru, Quaresma negociou a entrevista e depois a cancelou, pois teria recebido da Record “uma proposta milionária” –o que a emissora nega.
     “Foi uma mancha nos meus 35 anos de carreira”, afirma Kajuru à revista.


Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais concluíram que o goleiro Bruno Souza está envolvido na morte da ex-namorada, Eliza Samudio. 
 Segundo o inquérito, ele nunca aceitou pagar pensão ao bebê que era dele. Por isso, propôs um acordo para atraí-la ao cárcere privado e depois, à morte. O atleta nega as acusações. Entenda que provas a polícia tem contra o goleiro nos quadrinhos a seguir

Um dos primeiros passos da polícia foi a quebra de sigilo telefônico de Eliza. Ainda no Rio de Janeiro, ela telefone para a advogada e diz que está indo falar com Bruno sobre a pensão do bebê. Segundo a defensora, desde então, o celular da ex do goleiro permaneceu desligado.
Um telefonema é registrado no RJ.
 No momento da ligação, Eliza está no Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, pago por Bruno; o amigo do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, está na rua do hotel, na Range Rover do goleiro, conforme registro das antenas de telefonia locais. 
Segundo a polícia, Macarrão convenceu Eliza a ir com o filho para o sítio de Bruno, em Contagem (MG)



O registro de ligações telefônicas de Bruno também mostrou contato com outros acusados. Segundo um deles, que foi anexado como prova pela Polícia de MG no inquérito, Bruno falou ao telefone com o primo adolescente enquanto o menor e Macarrão iam buscar Eliza no hotel. Com base na cobertura da antena de telefonia, a polícia traçou o roteiro de onde estava o veículo que ocupavam.
 Ainda segundo a polícia, Eliza relatou a um amigo que se encontraria com Bruno para resolver seu problema; a ligação foi registrada ainda do Hotel Transamérica e confirmada pelo amigo em depoimento nas investigações
Do caminho do hotel ao apartamento de Bruno no Recreio dos Bandeirantes, é registrada uma infração de trânsito do veículo Range Rover, pertencente ao goleiro. Nesse momento, Eliza é golpeada com três coronhadas, segundo relatou o adolescente à polícia.
Laudo revelou que o sangue encontrado no carro pertencia a Eliza e ao adolescente
A polícia também acredita que Fernanda Castro, ex-amante do goleiro, tenha ajudado a manter Eliza em cárcere privado no apartamento do goleiro. 
Registros telefônicos comprovam seu contato com Bruno e o menor, e o condomínio registrou sua entrada na noite em que Eliza teria sido sequestrada
Quebra de sigilo telefônico do goleiro mostra também que Bruno telefonou para o menor e, em seguida, para o administrador de seu sítio em Esmeraldas (MG), Elenílson Vitor da Silva. 
A polícia acredita que o telefonema seria um aviso ao caseiro de que Eliza seria levada para o local
Segundo a polícia, Fernanda Castro cuidava do bebê de Eliza no apartamento de Bruno, no Recreio dos Bandeirantes. A entrada da ex-amante foi registrada pelo condomínio, e o menor relatou a situação de cárcere em depoimento
 Nova ligação foi registrada do aparelho do adolescente, primo de Bruno. 
 O cruzamento dos dados comprovou que Eliza utilizava o aparelho para falar com um amigo. Mais tarde, ele confirmou ter recebido o telefonema, em que Eliza dizia já estar em Minas Gerais resolvendo problemas com o goleiro
A entrada de Bruno em seu condomínio com uma BMW preta é registrada na portaria. 
Às 23h42, o veículo comete uma infração de trânsito na Linha Vermelha (RJ), traçando o roteiro do início da viagem dos acusados a Minas Gerais
A Range Rover onde estão Macarrão, Eliza, o adolescente e o bebê comete uma infração de trânsito em Esmeraldas (MG). 
A polícia incluiu a prova no inquérito para comprovar que o veículo deixou o Rio de Janeiro neste dia e horário
- Registro telefônico de Bruno mostra ligação para Macarrão, no momento em que ambos estão na BR 040, estrada que vai do Rio a Belo Horizonte
O trajeto do veículo usado por Bruno é remontado com base nas infrações de trânsito; outra delas é registrada já em Ribeirão das Neves (MG), cidade natal do goleiro, às 5h36
 Fernanda também falava ao celular com o adolescente, segundo quebra de sigilo telefônico. 
Após um dos telefonemas, os dois carros entram em um motel em Contagem (MG). Para a polícia, Fernanda combinava a entrada no local com o menor

 A polícia anexou ao inquérito depoimentos de camareiras do motel e o recibo do cartão de débito de Bruno, usado para pagar pelas duas suítes
Para a polícia, o grupo deixou Eliza e seu bebê no sítio, sob a vigilância do caseiro Elenílson. Depois, foram para Ribeirão das Neves (MG), onde haveria um jogo do time de futebol do goleiro, chamado 100%. 
 Testemunhas confirmaram que Bruno chegou com Fernanda a um bar na cidade naquela noite 
 Segundo depoimento à polícia prestado por Dayanne Souza, mulher de Bruno, o bebê era chamado por todos no sítio de Ryan, e o goleiro afirmou que sua mãe o havia abandonado. A versão também é corroborada por Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno que colabora desde o início com as investigações 
Bruno é visto por testemunhas em uma lanchonete em Ribeirão das Neves (MG) com Fernanda, para encontrar o time 100%. Em seguida, chegaram na Range Rover Macarrão, Cleiton Gonçalves, motorista do goleiro, e Elenílson. Eles permaneceram no local até as 3h30, segundo o dono do bar, e o diálogo da cena é presenciado por Sérgio

O trajeto da BMW de Bruno mais uma vez é traçado por meio de uma nova infração, cometida na estrada em Esmeraldas (MG). A bordo, estão Fernanda e Macarrão, indo para o RJ devolver o veículo emprestado. Às 21h do mesmo dia, Macarrão volta a BH de avião
A Range Rover é apreendida em uma blitz com a documentação atrasada na estrada próxima ao sítio de Bruno. No veículo, estavam Sérgio, o menor e Cleiton Gonçalves, conforme o relato dos policiais e registro da apreensão
O cárcere privado de Eliza continuava. Segundo o testemunho de amigos de Bruno, os acusados jogaram futebol no sítio e fizeram um churrasco, enquanto Eliza estaria trancada em um dos quartos. Os convidados, por ordem do goleiro, não tinham acesso à casa, como normalmente era permitido

Segundo Cleiton Gonçalves afirmou à polícia, Bruno o impediu de entrar na casa do sítio, à qual normalmente ele tinha acesso livre; Cleiton dirigia a Range Rover do goleiro quando o veículo foi apreendido em uma blitz por irregularidades
Dayanne afirmou à polícia que retornou ao sítio, onde ouviu música alta, o que não era habitual. Insistiu em entrar, mas Bruno a impediu. Com a insistência, ele a arrastou para dentro, onde viu Sérgio segurando o bebê de Eliza, a ex de Bruno, o menor, Coxinha, Elenílson e Macarrão. As informações foram prestadas em depoimento
Bruno e Macarrão vão até a casa da avó do goleiro, em Ribeirão das Neves, com o bebê de Eliza; a avó de Bruno, no entanto, negou que tivesse visto o neto neste dia. A informação é baseada em depoimentos de outras testemunhas no caso
A quebra do sigilo telefônico de Eliza mostra que ela conversou ao telefone com uma amiga, que confirmou a ligação. Segundo o depoimento dela, Eliza disse que estava em Minas Gerais, que iria morar lá e que Bruno havia levado seu bebê para conhecer o restante da família
A polícia baseia a saída dos réus do sítio em depoimento de Sérgio, primo de Bruno; segundo ele, Elenílson deixou o local com Coxinha, e Eliza, Macarrão e Bruno permaneceram no sítio
O adolescente disse ter presenciado uma discussão no sítio entre Macarrão e a mulher. Em seguida, Macarrão teria dito para Bruno que "estava na hora". Eliza e o bebê são colocados na EcoSport e levados por Macarrão e o menor para Vespasiano. Bruno continua no sítio 
A mesma antena em Vespasiano (MG) capta ligações entre Bola, o menor e Macarrão, evidências que comprovariam que eles chegaram ao local na EcoSport de Bruno, mas que o goleiro não estava presente. Também com base na narração do adolescente, a polícia concluiu que Eliza foi morta por asfixia
Ainda segundo o adolescente e Sérgio, Eliza teria pedido para não apanhar mais. A forma como Eliza teria sido morta é baseada nos dois depoimentos, já que o corpo nunca foi encontrado para ser examinado pelo IML (Instituto Médico Legal) 
Sérgio diz ainda à polícia que ele, Macarrão e o menor voltaram ao sítio com o bebê e a mala vermelha de Eliza após a morte. Depois, Bruno pediu para Dayanne cuidar do bebê até o dia 14 de junho, porque teria um jogo marcado no RJ. Sobre a ausência de Eliza, o goleiro disse à mulher que a ex voltou a São Paulo para buscar suas roupas 
Sérgio, Macarrão e o menor queimam a mala vermelha de Eliza no sítio, junto com um álbum de bebê; a polícia não encontrou a mala, mas um repórter do jornal 'Folha de S. Paulo' encontrou partes queimadas de fotos de criança em um local próximo ao sítio de Bruno -provas entregues posteriormente aos responsáveis pelas investigações 
Testemunhas dizem à polícia que Bruno e Macarrão chegaram juntos na EcoSport, veículo supostamente usado para levar Eliza à morte, a Ribeirão das Neves (MG), de onde partiriam com o time do goleiro, o 100%, para o Rio de Janeiro. Ambos foram vistos por mais de um dos ocupantes do veículo
Após uma denúncia anônima, de que uma mulher com um bebê teria sido espancada no sítio do goleiro, a polícia vai até o local. 
A essa altura, uma amiga já havia dado parte do desaparecimento de Eliza. Ao receber os policiais, o caseiro José Roberto Machado confirma a presença de uma criança dias antes, mas Elenílson nega. Diante da contradição, ele é conduzido à Delegacia de Homicídios de BH  
A polícia tenta encontrar o bebê de Eliza quando Dayanne Souza, mulher de Bruno, comparece espontaneamente à delegacia em Contagem (MG), acompanhada por Flavio Caetano de Araújo e Wemerson de Souza, o Coxinha. Ela confessa que entregou o bebê a Coxinha. A criança é encontrada na casa de uma mulher chamada Lúcia, a quem teria sido entregue por Flávio, com base em depoimentos
Na casa de Bola, a polícia afirma que o menor descreveu com detalhes os ambientes e o bairro. O menor também conta como Eliza foi morta, embora a polícia não tenha encontrado evidências concretas, como sangue. Enquanto isso, a prisão dos acusados é decretada, e Dayanne e Sérgio são presos temporariamente 
De posse das informações do adolescente, a polícia chega ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Depois, o menor alterou seus depoimentos, dizendo que desconhecia o acusado
Bruno, Macarrão, Flávio, Coxinha e Elenílson são presos e levados à penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG); a Justiça mineira recebeu a denúncia do Ministério Público, tornando todos réus em ação penal por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, mediante meio cruel e sem chance de defesa da vítima), cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. O corpo de Eliza não foi encontrado