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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Por que o ódio ao PT?

    O ódio ao PT e aos petistas em geral é um eixo importante sobre o qual também gira a campanha presidencial de 2014.

  Esse sentimento antigo, mani
fes-tado aberta- mente por adversários de influência forte no eleitorado de oposição, permanece em estado latente e se manifesta mais claramente nas “guerras” presidenciais. Em tempos de “paz” é cochichado pelos cantos do Congresso e, igualmente, em reuniões sociais onde não há preocupação em expor preconceitos.

Nesses salões mais elegantes, os petistas são tratados de corja.

Recentemente, o asco jorrou surpreendentemente da boca do senador Aécio Neves, um mineiro até então pacato com os adversários políticos. A competição acirrada fez o candidato a presidente pelos tucanos sair dos seus cuidados.

“Sei que não vou ganhar. Minha luta é contra o continuísmo dessa gente. É contra isso que vou lutar”, confidenciou a Jorge Bastos Moreno, de O Globo. Isso, ainda no início de campanha, revelou o jornalista.

Reação incomum a do mineiro Aécio Neves, neto de Tancredo.


  A tradicional cordialidade na sociedade mineira, por exemplo, apro-ximou o tucano Aécio do petista Fernando Pimentel. Em 2008, firmaram a aliança, com re- sistências no PT, para eleger o prefeito de Belo Horizonte. Acordo repudiado pelos petistas mineiros.
Na política, excetuadas as exceções, os adversários não são tratados como inimigos. Sabem que amanhã será outro dia e poderão estar no mesmo palanque.

O ódio embutido na frase de Aécio Neves tem explicação e antecedentes. Alguns bem mais explosivos e de maior violência verbal.
Em 2006, o senador Jorge Bornhausen (PFL-DEM) lançou uma provocação violenta contra a reeleição de Lula: “Vamos acabar com essa raça. Vamos nos livrar dessa raça por, pelo menos, 30 anos”. Falhou na previsão, como se sabe. Essas são algumas das raízes que fazem o ódio aflorar no processo eleitoral deste ano de forma mais transparente. O sentimento espalhou-se por uma parte considerável do eleitorado. De alto a baixo.

Para derrotar Dilma, um grande contingente de eleitores tucanos trocou de camisa. Optou por Marina. Aécio em poucos dias foi desidratado. Ele chegou a ter 23% das intenções de voto. Mas empacou. Dilma aproximou-se muito da possibilidade de vencer no primeiro turno. Aproximadamente, 30% dos eleitores formavam o grupo dos indecisos ou mostravam a intenção de votar em branco ou nulo.

O imprevisto jogou Marina na disputa. Ela rapidamente superou Aécio, que caiu para 15% das intenções de voto. Voltou a subir a 19% segundo o Ibope.

Trocar Aécio por Marina não é, efetivamente, resultado político adequado pelos critérios políticos mais tradicionais. A troca de candidato, no entanto, é fruto do medo de uma nova vitória do PT, cujo compromisso social assusta parte da sociedade com dificuldade de conviver com pobres.

Essa porção de privilegiados assusta-se com um pouco mais de igualdade. Da fonte do medo também brota o ódio.

Onda Marina perde força e Dilma abre vantagem, por Ricardo Kotscho

No final de agosto, Marina Silva pulou de 21 para 34% e empatou com Dilma Rousseff. Parecia mesmo um furacão virando de pernas para o ar a campanha presidencial. De lá para cá, porém, como confirma a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, criou-se uma tendência e não apenas mais uma oscilação dentro da margem de erro: é Marina não parando de cair e Dilma subindo a cada semana, tanto no primeiro como no segundo turno.

A presidente candidata à reeleição abriu uma vantagem de sete pontos no primeiro (37 a 30%) e diminuiu para apenas dois a vantagem de Marina no segundo turno (46 a 44%), que chegou a dez pontos (50 a 40% em agosto), mostrando agora uma situação de empate técnico.

Dilma passou a liderar em todas as regiões do país, crescendo em todos os segmentos, a duas semanas do encerramento oficial da campanha. Ao mesmo tempo, a rejeição a Dilma, que chegou a 35, agora se estabilizou em 33%, enquanto a de Marina dobrou de 11 para 22%.

Nenhuma notícia foi boa para Marina desta vez: a vantagem dela sobre o tucano Aécio Neves, que chegou a ser de 19 pontos (34 a 15%), agora caiu para 13 (30 a 17%). A candidata do PSB caiu 4 pontos no sudeste, 4 entre as mulheres, 4 entre os católicos, 5 nas cidades médias e 6 na faixa de eleitores entre 25 e 34 anos, segundo o Datafolha.

O que aconteceu para justificar esta queda? Além do bombardeio de Dilma e Aécio contra a sua candidatura, percebe-se agora que Marina foi mais um fenômeno midiático do que político, que já não se sustenta. E a velha mídia com seus poderosos porta-vozes, que têm mais colunas do que a Grécia Antiga, voltou a acreditar que Aécio é ainda seu melhor candidato para tirar o PT do Palácio do Planalto, embora pelos números atuais só um milagre ou uma nova onda possa leva-lo ao segundo turno.

Escrevo tudo isso por dever de ofício, mas confesso aos leitores que ler tanta pesquisa é demais para a minha cabeça. Chego a me perguntar: para que serve esta banalização das pesquisas, uma atrás da outra, sem parar? Será que os institutos não acreditam nos seus próprios números e sempre resolvem fazer mais uma para ver se os resultados mudam? Será que o eleitor está mesmo interessado nestes levantamentos frenéticos ou eles só servem para orientar os financiadores de campanhas e os especuladores da Bolsa de Valores?

A esta altura, como podem notar, tenho mais perguntas a fazer do que respostas a dar. Conto com a ajuda dos comentaristas do Balaio para tirar estas minhas dúvidas.









sábado, 18 de dezembro de 2010

Cássio e aliados começam a dar sinais de que não acreditam mais na confirmação da eleição do tucano para o Senado

Passou a eleição e o calvário continuou. E, até hoje, não vi, ainda, uma só notícia que trouxesse alento às suas esperanças. Todas as decisões, todos os encaminhamentos referentes à sua diplomação apontam em sentido contrário: até agora Cássio não teve uma só notícia boa, de verdade, alentadora, que trouxesse mais adubo à sua esperança de ser Senador.
Diante de tudo isso e vendo Wilson Santiago recebendo o diploma de Senador eleito pelo Tribunal Regional Eleitoral, Cássio foi ao twitter e desabafou: “A cada dia morrem as minhas crenças”, disse ele. Esta foi a primeira vez que, de forma pública, o próprio Cássio demonstrou, de forma tão clara, descrédito com a conquista de seu mandato.
Tem um detalhe interessante que também queria partilhar: durante o desenrolar do processo que culminaria com a cassação de Cássio no TSE, em 2009, o tucano e seus aliados sempre diziam que tinham esperança, que Cássio iria se sair daquela, que a vontade do povo iria prevalecer, etc e tal. Um belo dia, acordo pela manhã e começo a ouvir, nas emissoras de rádio, os aliados de Cássio numa onda de ataques a juízes.
De imediato, raciocinei: Cássio já sabe que, desta, não vai escapar. Do contrário, não tem sentido essa onda de ataques. E não deu outra. Poucos dias depois, veio a cassação em definitivo, por parte do TSE. Talvez eu esteja enganado, mas essa sensação eu tive nesta semana, ao ouvir aliados do tucano atacando o Judiciário. Veja, apenas como exemplo, o que disse no dia da diplomação dos eleitos no TRE-PB o vereador campinense João Dantas – hoje o mais ferrenho defensor do grupo Cunha Lima em Campina:
“Setores da justiça do nosso país nos causam asco e nojo! Um lobista da construção civil será diplomado no lugar de Cássio. Isso é imoral, senhores togados e pagos com o dinheiro do meu imposto. Não aceito o fato de um derrotado ser diplomado no lugar de Cássio”. Asco? Nojo? Precisa dizer algo mais?
Esse mesmo descrédito que vemos hoje por parte de Cássio e de seus aliados foi demonstrado por outros políticos do país que foram pilhados na Lei Ficha Limpa. O último deles foi Jáder Barbalho, eleito senador pelo estado do Pará e impedido, também, de assumir seu mandato, tornado inelegível. Jáder, inclusive, demonstrando sua total falta de esperança, renunciou ao mandato atual de deputado federal, alegando que não tinha mais motivação para continuar no Congresso.
Porém, com Cássio tendo ou não esperanças e com o seu grupo e ‘seguidores’ tendo ou não esperanças também, o fato é que o calvário só será encerrado em meados do primeiro semestre de 2011. E, vale lembrar, quando isso ocorrer Wilson Santiago já vai estar sentado na cadeira de Senador, o que tem um significado forte, não tenham dúvidas.


Vírus terrível

Fiquem atentos no próximo 31/10
NÃO TECLEM 13 NA URNA ELETRÔNICA

É UM VÍRUS QUE SE ESPALHA  E COMPROMETE O FUTURO DO SEU PAÍS E DOS SEUS FILHOS!
ESTE É O PIOR E MAIS DESTRUTIVO VÍRUS QUE JÁ AMEAÇOU O BRASIL

ENVIE ESTA MENSAGEM, E AVISE A TODOS QUE VOCÊ CONHECE.


NOS AJUDE A LIVRAR O PAÍS DESSE VÍRUS "DILMA VEZ"!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Tiririca se defende e afirma que foi alvo por ser "bola da vez" da eleição

Em depoimento à Justiça Eleitoral, deputado eleito diz que não é "professor", mas sabe ler e escrever

Nesta semana, juiz absolveu humorista da acusação de ter dado declarações falsas de alfabetização e bens

 FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

O humorista e deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, afirmou que foi acusado de apresentar declarações falsas sobre sua alfabetização e bens à Justiça Eleitoral porque foi "a bola da vez" das eleições.
O desabafo foi feito no interrogatório realizado em 11 de novembro pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo Aloísio Silveira, ao qual a Folha teve acesso.
Na ocasião, Tiririca contou que aprendeu a ler e escrever em um circo e "inclusive fazia a lição de casa".
O depoimento foi dado na audiência da ação penal iniciada pelo promotor eleitoral Maurício Lopes, que acusou Tiririca de cometer o crime de falsidade ideológica.
Na audiência, que durou cerca de 12 horas, Tiririca foi indagado sobre as alegações do promotor. Após negá-las, afirmou: "eu tenho na minha cabeça que essas acusações vêm pelo que aconteceu na votação nas eleições de 2010 para deputado federal".
"Acho que como eu estava indo bem, isso saiu nas pesquisas, dizendo que eu ia ter bastante voto. O Tiririca era então a bola da vez, só se falando nesse fato", disse.
Em seguida no interrogatório, o juiz questionou Tiririca sobre sua alfabetização.
"Sei ler e escrever, sim. Não sou nenhum professor, mas o pouco que estudei foi o suficiente para entender o que eu leio, e escrever com um pouco de dificuldade", declarou.
Tiririca relatou que teve aulas de português e matemática dos 8 aos 12 anos de idade no circo em que atuava. "Durante esse período tive aula com as professoras, sendo que inclusive fazia a lição de casa."
O deputado ressaltou no interrogatório que sua alfabetização permitia entender mensagens escritas presentes no cotidiano dele.
"O dono do circo elaborava essa programação do horário e deixava fixado atrás da cortina. Não pedia a ajuda para ninguém para entender quais os horários em que eu teria que atuar", declarou.
O juiz também questionou Tiririca sobre a acusação de que ele teria apresentado uma declaração falsa sobre a inexistência de bens registrados em seu nome.
O humorista disse ao magistrado que não se valia de um "laranja" para ocultar a propriedade de bens e que a declaração entregue à Justiça Eleitoral é verdadeira.
No final da audiência, mesmo após Tiririca ter passado por um teste de ditado e leitura, o juiz pediu que ele escrevesse mais algumas frases, de livre escolha.
O humorista pegou papel e caneta e escreveu: "não sou analfabeto".
Nesta terça-feira, o juiz Silveira absolveu Tiririca das acusações. O promotor do caso afirmou que vai recorrer contra a decisão.
Após receber mais de 1,3 milhão de votos no dia 3 de outubro, o humorista será diplomado deputado federal no dia 17 de dezembro.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eleição deixa rombo de R$ 9,6 mi a Serra

A campanha do tucano José Serra à Presidência deve deixar uma dívida de R$ 9,6 milhões para o partido.. O tesoureiro José Gregori afirmou ontem que a contabilidade a ser entregue hoje ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve indicar que as receitas somaram R$ 120 milhões ante despesas de R$ 129,6 milhões.
'Infelizmente, não estamos conseguindo empatar o custo com a receita', afirmou Gregori. Além de Serra, a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), e os políticos que disputaram o segundo turno para os governos estaduais e do Distrito Federal terão de encaminhar hoje suas contabilidades à Justiça Eleitoral. Os 16.683 políticos que disputaram apenas o primeiro turno gastaram R$ 2,77 bilhões na campanha, conforme dados divulgados ontem pelo TSE.
No caso de Serra, segundo Gregori, se o prazo fosse prorrogado em 15 a 20 dias as contas fechariam. 'Embora não se tenha dúvida de que a diferença não coberta vai ser paga, era preciso de mais 15 a 20 dias para entrar essa receita', disse. 'Na realidade objetiva, não é um débito. São restos a pagar que estariam cobertos por receitas prometidas se o prazo (para a prestação de contas) não fosse nesta terça à meia-noite', afirmou.
'Na realidade, é uma doação, não é um contrato. Não pode ir lá com um oficial de Justiça e dizer: 'me pague no dia 29'. É uma relação de confiança. As pessoas fazem um gesto unilateral, de oferecer para o candidato e o partido uma determinada quantia. Então não dá para fazer com eles uma coisa que seria feita se a gente estivesse falando de uma contabilidade comercial', declarou.
Gregori explicou que a legislação determina que se houver diferença entre receitas e gastos esse débito passa para o partido. 'Há uma transferência contratual em que os responsáveis pela campanha dizem que há um débito para ser resgatado pelo partido e o partido dá um documento para o comitê que vai ser apresentado para a Justiça Eleitoral dizendo que ele aceita', afirmou.
Balanço. De acordo com o TSE, a eleição, no primeiro turno, teve um custo médio de R$ 20,41 por eleitor. O consumo de recursos será ainda maior quando forem computados os gastos feitos pelos candidatos que enfrentaram o segundo turno para presidente e governos estaduais.
Em valores absolutos, o recorde de gastos no primeiro turno ficou com os candidatos de São Paulo, Estado onde votam 30.301.398 eleitores, ou 22,31% do eleitorado do País. Segundo os dados do TSE, os 2.552 candidatos de São Paulo gastaram R$ 482,04 milhões. Com isso, o custo médio da campanha foi de R$ 15,91 por eleitor. Mas Roraima teve o custo individual do voto mais elevado do Brasil. Com 271.890 eleitores, a média de gasto com cada eleitor foi de R$ 96,30.
Ao todo, os gastos dos candidatos a deputado federal, estadual e distrital foram os maiores em valores absolutos. Segundo as informações divulgadas pelo TSE, foram gastos R$ 1,83 bilhão, ou seja, 66,13% do total de R$ 2,77 bilhões consumidos com as campanhas de todos os candidatos que disputaram o primeiro turno e já prestaram contas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Parabéns!

Amigos ouvintes, hoje é dia de parabéns. Parabéns para vocês. Parabéns, Dilma Rousseff. A senhora mereceu a vitória, principalmente porque a campanha do seu aliado foi a maior trapalhada da história política desse país.
      Parabéns, chefe Lula. Sua candidata aprendeu tudo e espero que ela não queira esquecer o criador. Parabéns para todo mundo. Parabéns, aliados. Parabéns, José Sarney, que estava quietinho e agora aparecerá com a sua comitiva. Parabéns, Edson Lobão e “lobinhos”. Parabéns, Renan Calheiros, Severino Cavalcanti. Parabéns, Jucá, Eduardo Cunha  - o homem que manda, na sombra do PMDB. Parabéns, claro! Parabéns, Michel Temer, que eu já ia esquecendo, mas que não se fará esquecido, que estará ali, na cola da Presidenta. Parabéns, também, militantes, que garantiram suas bocas. Parabéns, Genuíno e seu irmão da cueca. Parabéns para todos, sem esquecer os que renascerão com toda a força, como os mensaleiros, agrupados em torcida diante do Supremo Tribunal Federal. Parabéns, ministros do Supremo, que ainda não conhecemos, mas que o Lula vai nomear para ajudar a limpar a ficha suja. Parabéns, aloprados, Delúbios, Marcos Valérios. Parabéns pela vitória! Vocês têm uma militância intensa e trabalhadora, muito melhor  - de verdade -  muito melhor que o bando pequeno de tucanos preguiçosos e sem fé. Vocês lutaram como um Exército Vermelho. Se bem, sinto dizê-lo, não fiquem tristes, vocês, militantes, em breve serão esquecidos. Sim, distribuidores de panfletos, enviadores de e-mails desaforados! Em breve vocês cairão de volta à fossa dos tarefeiros e darão lugar aos malandros da política maior dos peemedebistas, dos “profissas” sem ideal, sem fé. Vocês vão se arrepender quando começar o “fogo-amigo” entre os aliados.
Em suma, parabéns a todos. Sem esquecer o líder Dirceu e muito menos a aliviada Erenice, que tirou a sorte grande, a Mega-Sena do perdão
É isso aí, amigos ouvintes. Começa agora uma nova etapa em nossa vida.
Ah, eu ia esquecendo! Parabéns, Hugo Chávez! Eu estou louco para ver a sua beiçada no dia da posse, no dia 1º. de janeiro.

Parabéns!"  -  Arnaldo Jabour (SIC), 01 de novembro de 2010.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dia de Luto


Dia de Luto
Por Rodrigo Constantino O Globo  

O dia 2 de novembro foi escolhido como data oficial para a homenagem aos mortos. Gostaria de prestar aqui minha homenagem ao mais recente defunto brasileiro: a Ética.

Seu falecimento gerou profunda tristeza em milhões de brasileiros.

Não foi morte acidental, mas homicídio. Cinqüenta e cinco milhões de brasileiros executaram a Ética à queima-roupa, no dia 31 de outubro. As armas usadas: as urnas. 

Esta eleição foi caracterizada pelo total desprezo aos valores éticos.

O presidente Lula foi o grande responsável por esta lamentável postura. Colocou na cabeça que a única meta importante era eleger sua candidata, e qualquer meio poderia ser usado para tanto. 


O presidente da República, representante de todo o povo brasileiro, tornou-se um empolgado cabo eleitoral, ignorando as funções de seu cargo, as leis e o respeito às regras de uma democracia limpa.

A máquina estatal ficou a serviço do partido. 

Aécio Neves resumiu bem:

“Presidente Lula sai menor do que entrou nesta eleição”. Lula mostrou ser um populista que só pensa nas próximas eleições, ao contrário de um estadista, que foca nas próximas gerações. Fazendo analogia com o futebol, ao gosto de Lula, foi como vencer com um gol de mão, sem legitimidade. 

Durante as eleições, vários escândalos vieram à tona, envolvendo gente muito próxima de Dilma, como Erenice Guerra, seu braço-direito. Acusada de “tráfico de influência” no comando da Casa Civil, Erenice foi ignorada por boa parte dos eleitores. A mensagem, que já havia sido dada nas eleições de 2006, no auge do escândalo do “mensalão”, foi reforçada: não tem problema usar o Estado como patrimônio particular, desde que a economia vá bem.

O voto com o bolso representa um enorme perigo para a democracia. Lênin dizia que iria comprar da burguesia a corda usada para enforcá-la. Para agravar a situação, a naturalidade com que vários petistas abraçam ditadores mundo afora demonstra seu verdadeiro “apreço” pelo regime democrático, exposto também nas constantes tentativas de censurar a imprensa.

No vale-tudo para se perpetuar no poder, o 
PT apelou para o terrorismo eleitoral. Sua campanha espalhava que Serra iria acabar com o programa Bolsa Família, que tem suas origens no governo FHC.

Em 2000, ainda na oposição, Lula chegou a acusar a distribuição de cesta básica de “esmola” que fazia o pobre votar com o estômago.

No poder, o 
PT mudou de idéia e ainda espalhou que os benefícios acabariam se Dilma fosse derrotada.

Resultado: o Nordeste votou em peso na Dilma. 

Quem saiu bastante ferido nas eleições foi o Bom Senso. O 
PTresgatou do fundo do pântano ideológico o tema das privatizações para “atacar” os tucanos. Quem poderia, em sã consciência, condenar as privatizações do setor de telecomunicações?

Quem hoje ainda consegue criticar racionalmente as privatizações da CSN, Embraer ou Vale?

Mesmo assim, o 
PT ainda explora este sentimento nacionalista retrógrado, que confunde propriedade estatal com interesse nacional. 

A campanha de Dilma abusou da retórica nacionalista, alegando que a candidata salvaria o pré-sal dos interesses privatistas do PSDB. Os tucanos não colocaram em pauta a venda da Petrobras, mas o próprio
PT vendeu concessões de exploração ao setor privado. Eike Batista é prova disso. 

Para o 
PT da oposição, isso seria “privatização”. Mas para vencer a guerra das eleições, a coerência e a honestidade são as primeiras baixas. Vale até usar a estatal como braço partidário na campanha. Isso sim é uma “privatização” abominável. 

O debate regrediu algumas décadas por conta da estratégia do 
PT. A demagogia atingiu patamares espantosos. Nunca antes na história deste país se viu uma eleição de tão baixo nível. Programas de governo deram lugar aos ataques pessoais nos “debates”. As perguntas importantes ficaram sem respostas. A candidata Dilma não explicou nada sobre os escândalos de corrupção, repetindo apenas que tudo está sendo investigado. O PT está “investigando” até hoje José Dirceu.

Os eleitores, anestesiados pelo bom momento da economia, aceitaram sem maiores cobranças as “explicações”. 
Venceu Macunaíma, o herói sem caráter.

Fica uma enorme “herança maldita” que poderá levar gerações para ser desfeita: a idéia de que a Ética não tem lugar na política. 
É dia de luto para os que ainda acreditam em certos valores, e que não estão dispostos a fechar os olhos para infindáveis escândalos em troca de migalhas.
 
Não se constrói uma nação livre sem alguns princípios básicos.
Foi uma vitória de Pirro, com sabor de derrota.

Metade do povo está de luto pela Ética.

Analfabetos votaram na Dilma

Resumo:

a miséria, a ignorância e a safadeza são os maiores aliados do PT.

Dos presidenciáveis, Serra é quem tem mais processos

Levantamento do Congresso em Foco analisou todas as 222 certidões que foram entregues ao TSE pelos nove candidatos à Presidência e seus vices. Temer, vice de Dilma, responde a três ações judiciais
Dos presidenciáveis e seus vices, Serra, Temer e Eymael são os três que apresentaram certidões judiciais positivas
Levantamento do Congresso em Foco sobre as certidões judiciais dos presidenciáveis mostra que o tucano José Serra é quem mais responde a processos. De acordo com as certidões que ele mesmo apresentou, são 17 processos declarados à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisadas as 222 certidões entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos nove postulantes à Presidência da República e respectivos vices. Michel Temer (PMDB), vice da candidata petista Dilma Rousseff, aparece com três ações judiciais. José Maria Eymael, candidato a presidente pelo PSDC, tem duas certidões positivas. Os demais candidatos à Presidência apresentaram certidões negativas, ou seja, que informam não haver processos contra eles.

Uma norma da legislação eleitoral obriga todos os candidatos a cargos eletivos a apresentarem, no ato do registro das suas candidaturas, certidões que informem a sua situação judicial, se respondem a processos e qual a situação de cada um deles. Sonegar essas informações, conforme a legislação, implica crime eleitoral. A novidade neste ano é que as declarações tornaram-se públicas, e estão sendo divulgadas na página do TSE.
Improbidade administrativaNa disputa presidencial, o caso que mais chama atenção é o de Serra. Além das 17 certidões positivas, ele soma três processos ativos, todos por improbidade administrativa. Os casos correm na Justiça Federal do Distrito Federal e referem-se ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer).

O Proer foi um programa implementado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso para sanear instituições financeiras que enfrentaram dificuldades na virada do período de hiperinflação para o início do Plano Real. Na época, Serra era o ministro do Planejamento. As ações envolvem diversas pessoas que tiveram algum grau de responsabilidade nas decisões relativas ao Proer. Os nomes mais conhecidos são  Serra e do então ministro da Fazenda, Pedro Malan. As ações questionam a assistência prestada pelo Banco Central,  no valor de R$ 2,975 bilhões, ao Banco Econômico S.A., em dezembro de 1994, assim como outras decisões - relacionadas com o Proer - adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Conforme verificado, já houve uma decisão monocrática (ou seja, de um único juiz) em favor da denúncia. A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, considerou que houve dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso.

O candidato do PSDB à Presidência da República também responde por crimes de imprensa, calúnia e injúria, em ações ajuizadas pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Em uma delas, o ex-presidente do PT  Ricardo Berzoíni é o autor das denúncias, que foram recebidas pela Justiça do estado de São Paulo e se encontram em andamento.

O Congresso em Foco entrou em contato telefônico com a assessoria de José Serra, por duas vezes, nos últimos dias, para colher alguma manifestação do candidato sobre o assunto. A reportagem também  encaminhou por e-mail uma mensagem detalhada, listando todos os casos, e solicitando esclarecimentos. Não houve qualquer retorno.

Veja aqui as certidões apresentadas por José Serra
Desbloqueio de poupança
O vice de Dilma e atual presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, apresentou certidões que apontam para a existência de três processos. Conforme a verificação nas certidões, o candidato foi o autor de pelo menos um dos processos: uma ação para desbloqueio de poupança na época do governo Fernando Collor.

Logo no início de seu governo, Collor, para conter a inflação, bloqueou valores que estavam nas contas e nas poupanças das pessoas. Temer recorreu à Justiça para liberar os recursos, mas o Banco Central recorreu. Com isso, o candidato passou da condição de requerente para querelado no processo em andamento na Justiça.

Nos outros dois processos que constam das certidões apresentadas pelo peemedebista, um é tratado como “caso eliminado”, não se oferecendo qualquer outro detalhe, e o outro como apelação civil ajuizada contra deputados da bancada paulista na Câmara dos Deputados, também sem detalhes.

A assessoria de imprensa do candidato afirma que todos os casos estão transitados em julgado, isto é, percorreram todas as instâncias judiciais e já foram objeto de julgamento, não oferecendo qualquer risco para o candidato. Ainda de acordo com a assessoria, a declaração apenas cumpre uma formalidade da Justiça eleitoral.

Veja aqui as certidões de Michel Temer
Crime de estelionato
O candidato José Maria Eymael (PSDC) também aparece no levantamento. Ele apresentou ao TSE duas certidões positivas. Os processos datam de 1969, não apresentam nenhum detalhamento, e têm na tipificação o crime de estelionato. Um foi ajuizado na 1a. Vara Criminal de Barra Funda, em São Paulo, e o outro está sem especificação na certidão.
O Congresso em Foco enviou uma mensagem ao candidato pedindo explicações sobre o assunto, mas Eymael não respondeu aosite.
Mudança nos rumos
Avaliada como uma importante mudança no processo eleitoral, a divulgação das certidões permite ao eleitor ter uma interpretação mais aprofundada sobre a vida pregressa do candidato. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), Márlon Reis. Também conselheiro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ele avalia que o simples fato de o documento tornar-se público pode ser encarado como um grande avanço.
“Nesta eleição, contamos com várias novidades. Além da Lei da Ficha Limpa ter se firmado, a publicação da certidão criminal muda a forma como se dá o processo eleitoral. Por mais que o candidato alegue ter uma reputação ilibada, ele terá que provar isso no papel. E será o eleitor que tomará a conclusão final”, avalia.


Mas há quem diga que as regras eleitorais propostas, no que diz respeito às declaração criminais, apresentam brechas. Seguindo a forma como são cobradas as certidões criminais, mesmo um candidato com uma certidão de “nada consta” pode responder a procedimentos policiais e judiciais. Ainda que um político seja investigado pela polícia e ainda que tenha sido indiciado, é possível o Supremo Tribunal Federal conceder o “nada consta” ao candidato.

Isso porque o tribunal não considera os inquéritos policiais como motivo para informar a ocorrência na certidão. É o que determina a resolução 356, de 2008, assinada pela então presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie.

A regra beneficiou Temer, que respondia ao Inquérito 2747, por crime contra o meio ambiente, quando registrou sua candidatura. O inquérito nasceu de denúncia, formalizada pelo Ministério Público em agosto de 2008. No dia 12 de novembro de 2008, o jornal Folha de S.Paulo deu detalhes sobre o caso.

De acordo com a reportagem, Temer é acusado de ter incorporado ao seu patrimônio terras fruto de grilagem, em Alto Paraíso (GO), e de tentar regularizar a propriedade com declarações falsas. Ainda de acordo com o jornal, Temer decidiu doar sua fazenda à Prefeitura de Alto Paraíso para evitar "embaraços". No último dia 29, o Supremo arquivou o inquérito.

Nem todos os tribunais adotam o mesmo critério do Supremo. A Justiça Federal de Roraima, por exemplo, informa quando os políticos respondem a inquéritos policiais.

sábado, 6 de novembro de 2010

Serra critica governo Lula e é interrompido por manifestante em palestra na França

DA EFE


O candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB), acusou o presidente Lula de desindustrializar o país e adotar um "populismo" de direita em matéria econômica.
O comentário do tucano foi feito ontem durante um seminário em Biarritz, sul da França, sobre as relações entre a América Latina e União Europeia.
O ex-governador de São Paulo afirmou que o país está "fechado para o exterior" porque passa por um "processo claro de desindustrialização". Ele criticou os investimentos do governo federal e a alta carga tributária do país.
"É um governo populista de direita na área econômica", atacou Serra. Para o tucano, o presidente Lula exerce um "populismo cambial" e não tem um modelo econômico definido.
Segundo Serra, ele não pôde expor essas ideias do jeito que gostaria durante a campanha eleitoral, na qual foi derrotado pela candidata governista, Dilma Rousseff (PT).
"A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente", disse.
O sistema de orçamento participativo, uma das marcas das administrações municipais do PT, na qual o contribuinte decide sobre a destinação de parte dos impostos, também foi criticado pelo candidato derrotado.
Serra também comentou as ações brasileiras na política externa. Ele acusou o país de se "unir a ditaduras como o Irã". Nesse momento, o tucano foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que gritou "por que não te calas?", provocando um alvoroço na sala.
A frase se tornou conhecida depois de o rei Juan Carlos, da Espanha, dirigi-la ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante a Cúpula do Chile, em 2008.

"Aonde erramos", refletem os tucanos.

O presidente Luís Inácio Lula da Silva e o seu Partido dos Trabalhadores perderam três eleições seguidas; Collor 1, FHC, 2. Neste interregno de tempo, as águas que rolaram sob a ponte não foram as mesmas. Sob a bandeira da radicalização, da utopia e do purismo levou o eleitorado, a agir como o apóstolo Paulo, e foram três negativas ao direito do PT assumir o leme da nação. Algumas cabeças mais argutas do PT, claro que sob a liderança do mago Lula, palatizou as propostas para a realidade brasileira.
Já o PSDB se encontrar no mesmo patamar; Lula 2, Dilma, 1; ora no bastião tucano que é São Paulo não foram tão favoritos, por muito pouco não houve um segundo turno e aí... Levou Alckmin por ser bem mais conhecido que o Mercadante. Alguém se espantar? Eu não! Os tucanos desde a primeira vitória paulista com Mário Covas repetem a mesma ladainha dos governos tradicionais obras e mais obras de artes da engenharia saem levar as reais soluções das necessidades do seu povo. Que o digam as enchentes. No social passam pela tangente, que digam as greves que pipocam. Denúncias de corrupção são sufocadas por uma mídia complacente, adubada por abundantes verbas publicitárias. São experts neste campo, fala Aécio!
Vai ser difícil aos tucanos voltarem ao patamar “N0 1”. Como sempre mandaram no pedaço, lato sensu, visto que nunca antes neste país uma arraia-miúda chegou ao Palácio do Planalto. Diante do inusitado que fazem? A soberba tolhe as suas mentes. E erraram crassamente na campanha eleitoral.
E erraram crassamente ao se deixaram serem pautados pela mídia, bandearam-se para o discurso rancoroso e preconceituoso de segmentos conservadores da sociedade, os retrógrados que indicaram o Índio da Costa para vice-presidente da República do Brasil. Perdidos deram asas aos reacionários do campo religioso, ver o pastor Malafaia em rede nacional é abatedor, e o papa retirou a máscara através da sua inoportuna intervenção na reta final do segundo turno, empurrando a Igreja Católica ao ridículo ao externar suas alas divergentes, tanto falava os seus luminares respeitando a democracia e os parvos ingressarem na fileira tucana trazendo a dicotomia e introduzindo a coprologia no debate eleitoral.

Irracionalmente o PSDB não sai de sua letargia e assim no próximo pleito presidencial, sofrerá outro revés. É a lógica!
o povo brasileiro elegeu Dilma, a primeira mulher presidente da República Federativa do Brasil.
Viva o Brasil!

SERRA POR QUÉ NO TE CALLAS?

O candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB), acusou o presidente Lula de desindustrializar o país e adotar um "populismo" de direita em matéria econômica.
O comentário do tucano foi feito ontem durante um seminário em Biarritz, sul da França, sobre as relações entre a América Latina e a União Europeia.
O ex-governador de São Paulo afirmou que o Brasil está "fechado para o exterior" porque passa por um "processo claro de desindustrialização". "É um governo populista de direita na área econômica", atacou.
Ele criticou o que chama de falta de investimentos do governo federal e a alta carga tributária do país.
Para o tucano, o presidente Lula exerce um "populismo cambial" e não tem um modelo econômico definido.
Segundo Serra, não foi possível expor essas ideias do jeito que gostaria durante a campanha, na qual foi derrotado pela candidata governista, Dilma Rousseff (PT).
"A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente."
Serra também fez críticas à política externa. Ele acusou o governo Lula de se "unir a ditaduras como o Irã".
Nesse momento, o tucano foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que gritou "por qué no te callas? [por que não te calas?]", provocando um alvoroço na sala.
A frase se tornou conhecida depois de o rei Juan Carlos, da Espanha, dirigi-la ao presidente da Venezuela, Hugo Chavéz, em 2008.
Com esse discurso, Serra tenta atuar como porta-voz da oposição. Hoje, ele conta com recall da eleição, mas, sem tribuna, teme que esse capital se dilua.
Ao falar de desindustrialização, Serra não faz uma crítica apenas ao PT, mas manda um recado ao PSDB. Na campanha, ele foi orientado a não falar sobre o tema sob pena de perder apoio no mercado financeiro.

Serra é um paga mico. Derrotado nas urnas, vai para França falar bobagens e toma um cala- boca!
FONTE:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Declaração de estudante de Direito paulista contra nordestinos causa polêmica em redes sociais

"SP: mate um nordestino afogado", disse Mayara Petruso que não gostou do resultado das eleições e 'culpou' a população do Nordeste.

Midiã Noelle Santana | Redação CORREIO
midia.santana@redebahia.com.br

Mayara Petruso... Você já ouviu esse nome antes? Não? Até este domingo (31), muitas pessoas também nunca tinham ouvido falar nessa estudante de Direito paulista que publicou mensagens polêmicas e preconceituosas contra os nordestinos em sua página no Twitter (@mayarapetruso) e no Facebook, ambas já deletadas por ela.

A jovem mostrou-se revoltada com a vitória da atual presidente, Dilma Rousseff (PT) nas eleições contra José Serra (PSDB) e atribuiu a derrota do seu favorito à população do Nordeste.

" Nordestisto não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!", escreveu. Já no Facebook: "Afunda Brasil. Dêem direito de voto pros nordestinos e afundem o país de quem trabalha pra sustentar os vagabundos que fazem filhos pra ganhar o bolsa 171”.

A declaração se espalhou rapidamente pela internet e a hashtag #nodestisto - escrito incorretamente, como fez Mayara - tornou-se, até o meio dia desta segunda-feira (1º), a terceira palavra mais comentada pelos usuários do Twitter segundo o Trendind Topics brasileiro.

Os twitteiros ainda fizeram uma espécie de movimento contra Mayara e outros paulistas que responsabilizaram o Nordeste pelo resultado das eleições através de uma outra hashtag, o #orgulhodesernordestino, além de terem criado o perfil @nordestisto para ironizar as críticas feitas não só pela estudante como também por outros usuários das redes sociais.

Derrota de Serra pode deflagrar crise entre tucanos de MG e SP

Juliana Prado, Portal Terra


Belo Horizonte - Se o tucanato paulista e o mineiro já não dividiam o melhor dos mundos durante a campanha de José Serra à presidência, o tempo fechou de vez com a derrota do candidato para Dilma Rousseff (PT). As rusgas internas entre os dois principais colégios eleitorais do Brasil foram escancaradas na noite de domingo (31), assim que os números foram confirmados.
O coordenador do programa de governo de Serra, Xico Graziano, atacou o ninho mineiro, ao questionar, em seu Twitter, o tamanho da derrota do candidato do PSDB no Estado. "Perdemos feio em Minas, por que será?". A provocação nada velada ao ex-governador Aécio Neves (PSDB), que foi insistentemente cobrado a se empenhar mais na campanha de Serra, pode simbolizar o início de um processo de estranhamento entre as duas alas tucanas.
A primeira reação veio minutos depois da provocação de Graziano. Coube ao presidente estadual do PSDB-MG, Nárcio Rodrigues, retrucar o ataque, chamando o coordenador paulista de "arrogante" e entrando na briga, enquanto Aécio acompanhava de longe e recolhido os desdobramentos do que pode ser o início de uma crise interna.
Se os bombeiros não agirem rápido, o fogo pode se alastrar, o que já vinha sendo registrado durante a campanha no primeiro e segundo turnos. Nesta segunda-feira (1), Nárcio minimizou os estragos que este tipo de discussão possa trazer para o PSDB.
No entanto, em entrevista ao Terra (confira íntegra abaixo), ele não abandonou o discurso duro contra a postura adotada pelo tucanato paulista, a qual classificou como ofensiva, por não reconhecer o envolvimento de Aécio na campanha. Mesmo tentando passar uma imagem de que o partido está pacificado, alfinetou: "se alguém estiver insatisfeito que vá se queixar ao bispo".
Quem já tenta entrar como bombeiro para evitar o mal-estar é o secretário geral do PSDB, Rodrigo de Castro. Para o deputado federal, responsável pela coordenação de Serra em Minas, não existe cisão. Mas, em entrevista após o anúncio da derrota de José Serra, também já mandou recados: "O fundamental hoje é termos um partido unido. Não se faz um projeto presidencial pensando em hegemonia de um determinado estado em relação ao outro".
A seguir, confira a entrevista com o presidente do PSDB-MG, Nárcio Rodrigues:
Como fica a situação agora entre o partido em Minas e São Paulo depois deste desentendimento e troca de acusações?
Nárcio Rodrigues - O grande aprendizado desta eleição é saber que ninguém perde por acaso. O PSDB já perdeu três eleições, duas com Serra e uma com o Geraldo Alckmin. O mais importante agora é tirar lições, nos aproveitando do fato de termos eleito oito governadores. Temos que revisar nossas bandeiras e buscar ampliar nossas alianças. Não há necessidade de mudarmos nossas alianças, como com o DEM, por exemplo. Afinal, você não pode descartar um companheiro. O que é preciso é uma maior união de forças.
Mas um endurecimento nas relações internas e as conseqüentes cobranças sobre Aécio Neves, podem piorar o clima no PSDB...
Nárcio Rodrigues - Acho que deve ser feito um balanço olhando-se para a frente e não apontando o dedo para criar culpados por uma derrota que tem vários fatores para explicá-la. O Alckmin e o Serra têm a noção da importância do PSDB de Minas Gerais e do Aécio. São manifestações isoladas (as declarações de Graziano). O fato é que o Aécio não pode ser tratado como subproduto. Ele é uma liderança importante e tem que ser tratado como tal. A partir de agora, como senador, ele trará para a cena nacional sua capacidade de articulação. O Aécio pôs todo seu prestígio a serviço do Serra. Só espero que São Paulo não faça com que Aécio se arrependa de ter feito isso. Ele merece é gratidão.
O sr. comunicou ao ex-governador Aécio que iria responder ao Graziano por meio de nota?
Nárcio Rodrigues - A iniciativa foi minha e é claro que eu comuniquei a ele. No entanto, avisei depois que já tinha feito avisando que a história ia estourar.... O fato é que começa a gerar desconfiança, sim, essa atitude dos paulistas. Por mais que nos engajemos sempre parece que estamos "escorregando". Mas agora, com Aécio eleito senador, ele estará longe dessas picuinhas regionais. É inevitável que se torne uma liderança nacional.
O PSDB de Minas ainda acredita que se o candidato tivesse sido Aécio e não Serra o cenário hoje seria outro?
Nárcio Rodrigues - O Aécio saiu naturalmente da disputa à vaga de candidato à presidência. Entendemos que aquela hora era a do Serra e ele respeitou isso. Foi uma prova de maturidade.
O sr. não acha necessário que entre em cena um bombeiro para evitar maiores danos?
Nárcio Rodrigues - Bom, nós não temos dívidas de cartório. Estamos com a consciência tranquila. Se tiver alguém insatisfeito que vá se queixar com o bispo. É uma ofensa dizer que Aécio não se esforçou. Será que vamos começar a criar fogo amigo, a atirar contra nós mesmos?