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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Drogas e prostituição engordam PIB do Reino Unido

PIB-INGLESComo saída para salvar o sistema capitalista europeu, que desde 2008 está em crise, a União Europeia orientou ao Reino Unido acrescentar ao seu cálculo do PIB os rendimentos do tráfico de drogas e da prostituição, setores que são responsáveis pelo avanço brutal do tráfico de pessoas em todo o mundo.
Sem assombro e nenhuma centelha de críticas (mas para quê, se o assunto não era o Brasil), o correspondente Renato Machado (Jornal Bom Dia Brasil) apresentou a boa nova como se tivesse falando da previsão do tempo em Londres.
O especialista de vinhos da Globo, também informou que isso já é uma prática no velho mundo. Outros seis países da Europa calculam seus crescimentos com os dividendos criminosos. Ou seja, os crescimentos destas seis nações (que não foram apresentadas) ainda é menor do que o apresentado.
Salve o tráfico e a prostituição, ajudou a tirar da lama, ou nem sujar a barra, nesta crise.
Mas, em tempos de crise, o capital faz qualquer coisa para garantir os investimentos, inclusive legalizar tráfico e prostituição.
Esse blog fez uma breve pesquisa nos portais europeus, com a nova medida a Grã-Bretanha receberá um impulso de 10 bilhões de libras.
Informações da agência Antena Lusa, indicam que os cálculos são do Office for National Statistics (ONS), órgão responsável pelas estatísticas da Grã-Bretanha. Segundo a contagem oficial, são 3 bilhões de libras vindas da prostituição e 7 bilhões de drogas ilegais.
Vale tudo para manter o padrão… Imagina se fosse no Brasil!!!




sábado, 28 de dezembro de 2013

Água fria nos pessimistas: superávit fiscal é recorde


O governo federal acaba de divulgar um número que derruba o último pilar do terrorismo econômico, focado no chamado descontrole dos gastos públicos; superávit primário (que mede receitas menos despesas, antes dos gastos com juros) registrado em novembro ficou em R$ 28,8 bilhões; número é recorde e eleva o saldo acumulado do ano a R$ 62,4 bilhões; “É o melhor resultado da série e mostra o que vínhamos falando antes: que iríamos cumprir a meta de R$ 73 bilhões. Estávamos corretos", disse o secretário do Tesouro, Arno Augustin; vitória também do ministro Guido Mantega, que vinha sendo atacado pela suposta "contabilidade criativa".
Brasil 247: o seu jornal digital 24 horas por dia, 7 dias por semana
Os colunistas econômicos do País e seus gurus precisarão de um novo argumento para atacar a gestão da economia no governo Dilma. Primeiro, previram o apagão, que não aconteceu. Depois, o descontrole inflacionário – e o IPCA fechará o ano dentro da meta. Por último, o ataque foi concentrado na chamada "contabilidade criativa" e no descontrole da política fiscal. O número que acaba de ser divulgado em novembro, do superávit primário recorde, derruba o último pilar do terrorismo econômico.

Abaixo noticiário da Agência Brasil:
Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O Governo Central (Banco Central, Previdência Social e Tesouro Nacional) registrou resultado recorde, com superávit de R$ 28,8 bilhões em novembro. No acumulado do ano, o resultado chega a R$ 62,4 bilhões, o que corresponde a alta de 3,7% na comparação com o registrado no mesmo período de 2012, quando ficou em R$ 60,204 bilhões.

O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. O esforço fiscal permite a redução, no médio e no longo prazos, do endividamento do governo.

O resultado de novembro também é muito maior do que o registrado em outubro, quando ficou em R$ 5,6 bilhões. A meta ajustada para o Governo Central é de economizar R$ 73 bilhões em 2013. Ou seja, o governo precisa de mais R$ 10,582 bilhões para cumprir o que estabeleceu.

Ao comentar o resultado, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que o resultado indica que em 12 meses o superavit primário do governo central já está em R$ 9,5 bilhões. “É o melhor resultado da série e mostra o que vínhamos falando antes: que iríamos cumprir a meta de R$ 73 bilhões. Estávamos corretos.”

Só a receita bruta do Tesouro Nacional apresentou crescimento de 34,6% na comparação com outubro. O motivo foi o pagamento do parcelamento de débitos atrasados, como o Refis da Crise, e o recebimento de Bônus de Assinatura de Contrato de Concessão de Petróleo e Gás, do Campo de Libra.

O resultado era esperado pois o leilão do Campo de Libra, na Bacia de Santos, e a abertura de parcelamentos especiais de dívidas com a União serviram como forma de reforçar o caixa. Augustin chegou a antecipar que os dois últimos meses de 2013 registrarão resultados históricos, de dois dígitos.

Logo mais, às 15 horas, o Banco Central divulgará o resultado de todo o setor público brasileiro, que inclui estados, municípios e estatais regionais.

Augustin também previu que a meta será cumprida em 2013 e 2014. Leia abaixo:



Meta de superávit primário será atingida em 2013, diz Augustin

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) deverá cumprir o meta de superávit primário de 2013 anunciou hoje (27) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, os dados disponíveis já demonstram que a meta será alcançada. A meta ajustada para o Governo Central é de uma economia de R$ 73 bilhões em 2013. Ou seja, o governo precisa de mais R$ 10,582 bilhões para cumprir o que estabeleceu.

“Em dezembro, a nossa estimativa é que a meta possa ser cumprida. Nós ainda temos um dia forte de arrecadação. Mas todos os números que temos mostram o cumprimento da meta em 2013”, disse. Os números apresentados por Arno Augustin indicam que, em 12 meses, o superavit primário do governo central já está em R$ 90,5 bilhões, o melhor resultado para o período.

O otimismo de Arno Augustin tem que ver com o resultado recorde de novembro: o superávit primário ficou em R$ 28,8 bilhões. Segundo ele, os números refletem melhoria nos fundamentos econômicos do Brasil. Ele disse que a arrecadação crescendo, independentemente da receita extra do Refis da Crise e do Campo de Libra.

“Estimamos em dezembro e em janeiro um resultado fiscal muito positivo. Na medida em que as receitas forem regularizadas, elas tendem a ter um comportamento melhor nos próximo meses também”, disse.

Para 2014, o secretária tem uma boa expectativa, independentemente de ser um ano eleitoral. Augustin explicou que levantamento do Tesouro mostra que mesmo nestes períodos não há descontrole no gasto dos recursos. Podem existir eventos atípicos, como fatores climáticos, mas os controles são rígidos para impedir o uso desordenado de recursos públicos.

“Temos em 2014 um ano de consolidação fiscal e vemos que a melhoria da economia está se traduzindo em melhoria de receita. Isto vai ser aprofundar em 2014. A nossa expectativa para 2014 é positiva", disse. Segundo ele, esta perspectiva significa consolidação fiscal permitindo que o Brasil possa ter, no ano que vem, uma continuidade de investimentos importantes em infraestrutura.


Logo mais, às 15 horas, o Banco Central divulgará o resultado de todo o setor público brasileiro, que inclui estados, municípios e estatais regionais.






sábado, 11 de maio de 2013

Em vão os corvos torcem pela degringolada financeira do Brasil

O Brasil ainda enfrenta a crise
econômica mundial com relativa tranquilidade, afinal as nossas reservam chegam
aos estratosféricos 400 bilhões de dólares. É um cacife respeitável que deixa a
nossa biruta econômica em calmaria. Mas podemos por isto cruzar os braços?
Não, a nossa equipe econômica
tem que ficar atenta e agir para que a crise mundial não afete
irremediavelmente a nossa situação de oásis econômico mundial.
Vejamos os fatos preocupantes
do nosso cenário:
1)   
a
queda da cotação da soja e a concorrência dos produtos asiáticos;
2)   
o
déficit causado pelos fatores citados no primeiro item nos remetem a um crescente
déficit, principalmente nos dois últimos trimestres que influenciará no anual,
na nossa balança comercial que mordisca as nossas reservam;
3)   
entretanto
a nosso favor há uma nova situação bem diversa de épocas anteriores aos últimos
dez anos, quando o perfil dos capitais que entravam no país não é majoritariamente
especulativo, hoje estes se concentram nos investimentos diretos, sendo
dirigidos, na maioria, para a compra de empresas instaladas no Brasil e em
participações acionárias; foram para as calendas gregas o macabro capital de
curto prazo que fez o Brasil tremer diante de quaisquer crises em outros país
por mais insignificantes que fossem, hoje isto é problema do México.
4)   
os
problemas de certos parceiros comerciais do Brasil também têm ajudado a
aumentar a tensão, vide principalmente a Argentina;
5)   
um
espinho incômodo é o crescente gastos dos brasileiros no exterior, enquanto a
entrada de dólares enquanto dos turistas estrangeiros diminuem;
Desde 2008 que eclodiu a crise
nos países ricos, os corvos brasileiros vibraram com a notícia “auspiciosa”,
enfim o Brasil ia ter a sua derrocada e assim a oposição voltaria ao poder. O ex-presidente
Lula com audácia a classificou com uma marolinha e agiu inovadoramente, ao
invés de aumentar os juros como era o receituário anticrise dos tucanos, tomou
medidas voltadas para o robustecimento do mercado interno e assim venceu a
crise.
Hoje na era Dilma vemos medidas
idênticas como o novo regime automotivo: incentivos fiscais à produção interna
e desestímulo às importações. Resultado todos sabemos.
É uma pena que a minha voz, e
outras semelhantes, não ecoam na grande difusão controlada pela grande mídia
que defender com fervor a manutenção do status quo do colonialismo com a consequente
eternizacão dos privilégios de uma pequena minoria. Mas o povo é sábio, demora,
mas com o tempo sabe discernir o que é o melhor para eles.
Vade retro, corvos!



terça-feira, 13 de novembro de 2012

MPF-SP pede retirada da expressão ''Deus seja louvado'' das notas de reais

Um dos principais argumentos da ação é o de que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa.


A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) em São Paulo, órgão do Ministério Público Federal, pediu à Justiça Federal que determine a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de reais. A medida não gerará gastos aos cofres públicos já que, em caráter liminar, a ação pede que seja concedido à União o prazo de 120 dias para que as cédulas comecem a ser impressas sem a frase.

Um dos principais argumentos da ação é o de que o Estado brasileiro é laico e, portanto, deve estar completamente desvinculado de qualquer manifestação religiosa. Além disso, são lembrados princípios como o da igualdade e o da não exclusão das minorias para reforçar a tese de que a frase “Deus seja louvado” privilegia uma religião em detrimento das outras.

No ano passado, a PRDC recebeu uma representação questionando a permanência da frase nas cédulas de reais. Durante a fase de inquérito, a Casa da Moeda informou à PRDC que cabe privativamente ao Banco Central (Bacen) “não apenas a emissão propriamente dita, como também a definição das características técnicas e artísticas” das cédulas. Para o Bacen, o fundamento legal para a existência da expressão “Deus seja louvado” nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”.

Nota técnica divulgada pelo Ministério da Fazenda informou à PRDC que a inclusão da expressão religiosa nas cédulas aconteceu em 1986, por determinação direta do então presidente da República, José Sarney. Posteriormente, em 1994, com o Plano Real, a frase foi mantida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, supostamente por ser “tradição da cédula brasileira”, apesar de ter sido inserida há poucos anos.

O procurador regional dos direitos do cidadão Jefferson Aparecido Dias lembrou que não existe lei autorizando a inclusão da expressão religiosa nas cédulas brasileiras. “Não se pode admitir que a inclusão de qualquer frase nas cédulas brasileiras se dê por ato discricionário, seja do presidente da República, seja do ministro da Fazenda”, afirmou. “Mesmo a Lei 4.595/64, ao atribuir ao Conselho Monetário Nacional a competência para 'determinar as características gerais das cédulas e das moedas' não o autorizou a manifestar predileção por esta ou aquela religião”, apontou o procurador.

Para Dias, o principal objetivo da ação é proteger a “liberdade religiosa de todos os cidadãos”. Ele reconhece que a maioria da população professa religiões de origem cristã (católicos e evangélicos), mas lembra que “o Brasil optou por ser um Estado laico” e, portanto, tem o dever de proteger todas as manifestações religiosas, sem tomar partido de nenhuma delas.

“Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: 'Alá seja louvado', 'Buda seja louvado', 'Salve Oxossi', 'Salve Lord Ganesha', 'Deus Não existe'. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus”, diz um trecho da ação. Para Dias, o fato de os cristãos serem maioria “não justifica a continuidade das violações aos direitos fundamentais dos brasileiros não crentes em Deus”.

A ação também pede à Justiça Federal que estipule multa diária de R$ 1,00 caso a União não cumpra a decisão de retirar a expressão religiosa das cédulas. A multa teria caráter simbólico, “apenas para servir como uma espécie de contador do desrespeito que poderá ser demonstrado pela ré, não só pela decisão judicial, mas também pelas pessoas por ela beneficiadas”. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Líderes dos Brics reunidos em cúpula em Nova Déli (Foto: Reuters)
Iracema Sodré, Enviada especial da BBC Brasil a Nova Déli
Líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estão reunidos em Nova Déli
Os presidentes de bancos de desenvolvimento dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) assinaram nesta quinta-feira, em Nova Déli, na Índia, acordos que vão permitir o financiamento de comércio e investimento em moeda local, um assunto que vem sendo discutido desde a primeira reunião do grupo.
O objetivo da medida é aumentar a cooperação entre os bancos de desenvolvimento dos Brics e elevar o comércio entre os países do bloco, já que facilita a obtenção de financiamento com instituições de fomento do país onde o investimento será realizado, e também evita a vinculação do negócio ao dólar, e portanto, a exposição à flutuação cambial.

Segundo a presidente Dilma Rousseff, a medida será um dos pilares do dinamismo das economias do grupo.
"Os Brics continuam sendo um elemento dinâmico da economia global e vão responder por uma parcela significativa do comércio. A notável expansão dos últimos anos do comércio intra Brics evidencia também o potencial das nossas relações. Nós passamos de US$ 27 bilhões em 2002 para estimados US$ 250 bilhões em 2011", disse a presidente.
Ela também afirmou que a definição de um grupo de trabalho para criar um banco de desenvolvimento dos Brics - que atue especialmente em projetos de infraestrutura, inovação, e ciência e tecnologia - sinaliza a disposição dos países de trabalhar em projetos conjuntos.
A presidente voltou a criticar as políticas adotadas pelo Banco Central Europeu e pelos Estados Unidos para conter a crise.
"Medidas exclusivas de política monetária não são suficientes para a superação dos atuais problemas da economia mundial. (...) Ao mesmo tempo, elas introduzem grave desequilíbrio cambial, por meio da desvalorização artifical da moeda e pela expansão da política monetária", disse.
A presidente Dilma defende que a depreciação do dólar e do euro decorrente destas medidas traz vantagens comerciais para os países desenvolvidos, mas diminui a competitividade dos produtos de outros países, como o Brasil.

Reformas

Na declaração conjunta divulgada ao fim da Cúpula, os Brics voltaram a defender uma reforma mais efetiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, aumentando a representatividade dos países emergentes.
Como era esperado, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul não apoiaram nenhum candidato à presidência do Banco Mundial, mas voltaram a defender que a escolha seja feita por mérito e não por critérios geográficos, já que, tradicionalmente, a liderança da instituição fica nas mãos de americanos, enquanto o FMI é presidido por um europeu.
Segundo uma das principais negociadoras brasileiras nos Brics, a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, o fato de o presidente americano, Barack Obama, ter apoiado a candidatura de Jim Yong Kim, que nasceu na Coreia do Sul e tem experiência no setor de desenvolvimento, sinaliza que as reivindicações do grupo estão, de certa forma, sendo ouvidas.
"Mostra uma disposição por parte dos Estados Unidos de dar atenção à pauta que preocupa os Brics. Uma forma de lançar um candidato com condições de vencer."
A declaração dos Brics também mencionou a importância da Rio+20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, e condenou a violência na Síria.
Após o fim da cúpula, Dilma Rousseff se reuniu com o presidente Dmitri Medvedev, quando os dois líderes discutiram cooperação na área científica, tecnológica e de inovação, além de possíveis parcerias nas áreas de satélites e petróleo e gás, e a perspectiva de exportação de carne brasileira para o mercado russo.
A presidente não quis comentar a posição da Rússia em relação ao Irã, mas enfatizou a posição brasileira.
"A posição do Brasil é clara. O Brasil acha extremamente perigosas as medidas de bloqueio de compras do Irã", disse. "Compreendemos que outros países têm (relações comerciais com o Irã) e precisam dessas compras, mas achamos necessário que haja, de parte a parte, uma redução do conflito, para que se estabeleça o diálogo."
Dilma Rousseff também defendeu o direito de os países usarem energia nuclear para fins pacíficos, assim como o Brasil faz.
Na sexta-feira, a presidente brasileira tem encontros com líderes políticos e empresários indianos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O mundo do dinheiro e seus heróis

Até um certo momento os ricos ou escondiam sua riqueza ou tratavam de passar despercebidos, como se não ficasse bem exibir riqueza em sociedades pobres e desiguais. Ou até também para escapar da Receita.

De repente, o mundo neoliberal - esse em que tudo vale pelo preço que tem, em que tudo tem preço, em que tudo se vende, tudo se compra – passou a exibir a riqueza como atestado de competência. Nos EUA se deixou de falar de pobres, para falar de “fracassados”. Numa sociedade que se jacta de dar oportunidade para todos, numa “sociedade livre, aberta”, quem nao deu certo economicamente, é por incompetência ou por preguiça.

Ser rico é ter dado certo, é demonstrar capacidade para resolver problemas, ter criatividade, se dar bem na vida, etc., etc. Até um certo momento as biografias que se publicavam eram de grandes personagens da historia universal – governantes, lideres populares, gênios musicais, detentores de grandes saberes. A partir do neoliberalismo as biografias de maior sucesso passaram as ser as dos milhardários, que supostamente ensinam o caminho das pedras para os até ali menos afortunados.

Todos dizem que nasceram pobres, subiram na vida graças à tenacidade, à criatividade, ao trabalho duro, ao espirito de sacrifício. Tiveram tropeços, mas nao desistiram, leram algum guru de auto-ajuda que os fez aumentarem sua auto estima, acreditarem mais em si mesmos, recomeçarem do zero, até chegarem ao sucesso indiscutível.

Seus livros se transformam em best-sellers, vendem rapidamente – até que vários deles caem em desgraça, porque flagrados em algum escândalo -, eles viajam o mundo dando entrevistas e vendendo seu saber que, se fosse seguido por seus leitores, produziria um mundo de ricos e de pessoas realizadas e felizes como eles.

Quem vai publicar um livro de um “fracassado”? Só mesmo se fosse para que as pessoas soubessem quais os caminhos errados, aqueles que nao deveriam seguir, se querem ser ricos, bonitos e felizes. O mundo do trabalho, da fábrica, do sindicato, dos movimentos de bairro, das comunidades – mundo marginal e marginalizado.

Programas de televisão exaltam os ricos, os bem sucedidos, as mulheres que exibem sua elegância, sua falta de pudor de gastar milhões na Daslu e nas viagens a Nova York e a Paris. Ninguém quer ver gente feia, pobre, desamparada, que só frequenta os noticiários policiais e de calamidades naturais. As telenovelas tem como cenários os luxuosos apartamentos da zona sul do Rio e dos jardins de Sáo Paulo, com belas mulheres e homens que não trabalham, no máximo administram empresas de sucesso. Os pobres giram em torno deles – empregadas domésticas, entregadores de pizza, donos de botecos -, sempre como coadjuvantes do mundo dos ricos, que propõem o tipo de vida que as pessoas deveriam ter, se quiserem ser ricos, bonitos, felizes.

Esse mundo fictício esconde os verdadeiros mecanismos que geram a riqueza e a pobreza, os meios sociais – os bancos por um lado, as fábricas por outro – em que se geram a riqueza e a fortuna, a especulação e a expropriação do trabalho alheio. Em que estão os vilões e os heróis das nossas sociedades.
Postado por Emir Sade.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Brasil supera o Reino Unido e é a sexta economia do mundo


LONDRES, 26 dez 2011 (AFP) -O Brasil superou o Reino Unido e passou a ser a sexta maior economia do mundo, segundo afirmou nesta segunda-feira um grupo de pesquisa com sede em Londres.

Em seu último Quadro da Liga Econômica Mundial, o Centro de Pesquisas para Economia e Negócios (CEBR) coloca o Reino Unido em sétimo lugar das maiores economias do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Brasil.

O chefe executivo do CEBR, Douglas McWilliams, afirmou à rádio BBC que as economias asiáticas claramente avançam, enquanto os países europeus se retraem, e que o avanço do Brasil faz parte de uma tendência mais ampla.

"Acredito que isso seja parte de uma mudança econômica maior, onde não apenas estamos vendo uma mudança do Ocidente para o Oriente, mas também, vemos que países que produzem commodities vitais - alimentos e energia e coisas como essas - estão indo muito bem e estão subindo, gradualmente, no quadro da liga econômica", declarou.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que o país consolidará sua posição como uma das maiores economias do planeta, apesar de advertir que demorará de 10 a 20 anos para alcançar os níveis da qualidade de vida europeia.

"Os países que mais vão crescer são os emergentes como Brasil, China, Índia e Rússia. Dessa maneira, essa posição vai ser consolidada e a tendência é de que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos", declarou o ministro em comunicado.

Mantega disse que o desempenho da economia, com um PIB em 2011 de 2,4 trilhões de dólares, faz com que o Brasil seja um país "repeitado e cobiçado" por investidores estrangeiros, que colocaram no país um recorde de quase 65 bilhões de dólares este ano.

A economia brasileira cresceu 7,5% em 2010, mas o governo reduziu as perspectivas de crescimento para 3,5% este ano, depois de a economia ter desacelerado no terceiro trimestre. Para 2012, o governo aguarda um crescimento de 4% e 5%.

Mantega disse na semana passada que a crise representa um impacto de 0,5 a 1 ponto percentual no crescimento do PIB brasileiro. "Os europeus demoram para encontrar uma solução, e essa demora faz com que a situação se agrave ainda mais", lamentou.

A população brasileira, de cerca de 200 milhões de habitantes, é três vezes maior que a britânica.

O CEBR também previu que a economia britânica ultrapassaria a francesa - em quinto lugar, este ano - em 2016 e que Rússia e Índia subirão, respectivamente, para a quarta e a quinta posições em 2020.

Das seis maiores economias do mundo, apenas a China supera o Brasil em crescimento, com uma alta de 9,5% do PIB em 2011, segundo o Fundo Monetário Internacional.