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quarta-feira, 8 de março de 2017

TJPB torna sem efeito habeas corpus de Rodolpho e juiz já pode pedir prisão

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) tornou sem efeito o habeas corpus que o desembargador Joás de Brito concedeu a Rodolpho Carlos, acusado de atropelar e matar o agente de trânsito Diogo Nascimento durante uma blitz da Lei Seca no bairro do Bessa.
A Câmara Criminal do TJPB decidiu por não reavaliar o habeas corpus e o tornou sem efeito. Assim, o processo vai para o juiz titular do do 1° Tribunal do Júri da Capital, Marcos Williams, que vai decidir sobre o pedido de prisão.
Relembre o caso
Na madrugada do dia 21 d janeiro, Rodolpho Carlos atropelou o agente de trânsito Diogo Nascimento de Souza. Após sair de um bar e ser parado em uma blitz da operação Lei Seca, testemunhas disseram que o estudante acelerou seu carro, um Porsche avaliado em R$ 500 mil, atropelou a vítima e deixou o local sem prestar socorro. Diogo chegou a ser levado com vida para o Hospital de Trauma de João Pessoa, mas morreu um dia depois.
Nas primeiras horas do dia 21, a juíza plantonista Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, do 1º Juizado Especial Misto de Mangabeira, decretou um mandado de prisão temporária alegando “medida de extrema relevância para elucidação dos fatos criminosos e apuração de sua participação no crime ora em apuração”.
A magistrada destacou em sua decisão que “o acusado evadiu-se do local do crime sem prestar socorro à vítima, demonstrando a intenção de furtar-se a sua responsabilidade penal pelos fatos praticados”.
Contudo, às 3h do dia 22, o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, do Tribunal de Justiça da Paraíba, atendeu a um habeas corpus impetrado pela do advogado de Rodolpho e, antes mesmo de o jovem ser preso, emitiu um salvo-conduto “para que o paciente não venha a ser preso em decorrência da prisão temporária”.
O desembargador alegou em sua decisão “não existir justa causa a justificar o cerceamento do direito de locomoção”, a não ser que “fatos novos” justifiquem a “medida extrema”.
Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva é herdeiro do Grupo São Braz, a maior empresa alimentícia do Estado. A família também é proprietária da Rede Paraíba de Comunicação, afiliada da TV Globo.
O grupo é comandado pelo empresário José Carlos da Silva Júnior, que já foi vice-governador da Paraíba (1983-86) e primeiro suplente de senador pelo PMDB, entre 1995 e 2003, assumindo o cargo em duas ocasiões, por um breve período, em 1996 e 1999.







segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Diabólico plano político dos inimigos do Padre Aristides de Piancó jogam a lendária Coluna Prestes no seu assassinato.

A Coluna Prestes foi um movimento militar que surgiu no Rio Grande do Sul em outubro de 1924, tendo como principal figura o Capitão do Exercito Luis Carlos Prestes (1898 – 1920). Tinha como objetivos a pregação de reformas sociais e econômicas, e ainda repudiava qualquer acordo com as velhas oligarquias, que no plano nacional, eram representados pelo governo do presidente Artur da Silva Bernardes (1922 – 1926). Tiveram outros líderes como Juarez Távora, Miguel Costa, Izidro Dias Lopes e Siqueira Campos.
Formada pela União das Colunas Paulistas e Rio Grandense a Coluna Prestes, conhecida assim popularmente, mas oficialmente com o nome de Coluna Miguel Costa – Prestes marchou por 674 dias percorrendo 24.947 Km, passando pelos seguintes estados: RS, PR, SC, SP, MT, MS, GO, TO, MA, PI, CE, PB, RN, PE, BA, MG e terminou na Bolívia e fevereiro de 1927 com um total de 53 combates vitoriosos (invictos), com um contingente variável de 1500 homens.
Sua tática de guerrilha foi conhecida internacionalmente, com uma das mais prodigiosas façanhas militares da história de guerrilhas; não andavam com menos de 800 homens, consumindo em torno de 100 mil cavalos em sua jornada, não ficavam mais de 48 horas em um mesmo lugar o que dificultava a sua localização, devido a sua movimentação rápida.
Passando por dois governos, um em sua formação Artur Bernardes (1922 – 1926) e outro na sua extinção Washington Luiz (1926 – 1930), mataram por volta de 600 soldados e sofreram perda de 70 oficiais guerrilheiros; Tentavam atrair a atenção do governo para que pudessem surgir outros focos revolucionários nos grandes centros; começando a desordem para depois eclodir o movimento maior, uma revolução marxista. Queriam, e assim foi decidido na reunião de 12 de abril de 1925, conscientizar a população do interior, predominantemente a rural, do domínio exploratório do governo, e difundir suas idéias para ter apoio popular, uma coisa básica em movimento revolucionário. Em seus objetivos, porém, tiveram que ter atitudes bruscas, como toda revolução, atitudes fortes, que podem prejudicar o movimento diante dos olhos do povo.
Outro motivo que ajudou a prejudicar sua imagem frente à opinião pública, foi o fato de que ao adentrar em um vilarejo, roubavam cavalos, alimentos, armas, aterrorizavam a população... O principal nome dessa aterrorização foi o tenente João Cabanas, que depois de adoecer em fevereiro de 1925, não se seguiu mais com a Coluna.
Sem nunca ter perdido uma batalha, a Coluna Prestes, poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo e, em geral eram utilizados táticas de despistamento, para confundir as tropas legalistas.
Não foram registradas batalhas contra cangaceiros, apesar da Coluna ter passado pelo Nordeste em 1926 e pelos cangaceiros de Lampião, que receberam dinheiro, munição e mantimentos do governo para enfrentar a Coluna, recebendo ainda, Lampião, do governo a patente de capitão honorário das forças legais, fato paradoxal que reforça a tese, de que, o bando de Lampião lutava com o objetivo maior de sua própria sobrevivência.
Os integrantes da Coluna Prestes apresentavam-se ricamente vestidos e com cavalos enfeitados da cor predominante da revolução, que era o vermelho, além de lenços, tinham bandeiras e estandartes. De uma maneira geral, a população, como era completamente desinformada, confundia a Coluna Prestes, com o bando de Lampião e outros, além do que, não entendiam o que era a força legalista do Governo Federal. Havia uma expressiva propaganda contra as tropas Prestistas por parte das tropas legalistas, no sentido tático de eliminar qualquer que fosse o tipo de recurso que pudesse vir a fortalecer a Coluna, qual fosse material ou humano. O efeito desta propaganda contra a Coluna se reflete na hostilidade que se deparavam os integrantes da Coluna Prestes, por vários estados em que passava.
Em terras Maranhenses, vale dizer, que pouca hostilidade foi dispensada aos prestistas, sendo os integrantes da Coluna recebidos com as mais sinceras manifestações de simpatia. Da mesma forma em terras Piauienses. No Ceará, porém, as tropas prestistas foram surpreendidas por forte reação, daí decidiram deslocar para Paraíba.
A Coluna Prestes entrou no estado, vindo de Luiz Gomes (RN) até chegar no lugarejo de Várzea Cumprida, em Pombal (PB).
Piancó não constava no percurso da Coluna, tendo sido incluída de última hora uma vez que a polícia paraibana havia fechado quase todas as fronteiras do estado á passagem da Coluna.
Na vila Boqueirão de Coremas, havia uma sub delegacia – posto – que contava com apenas 05 policiais (praças) sendo a mesmo caminho obrigatório em destino a Piancó PB, presenciou a passagem de cerca de 2500 revolucionários. Eles foram divididos em 02 sub grupos; Enquanto um ficou acampado a poucas léguas de Piancó, na fazenda Santa Cruz, o outro ficou próximo a Coremas, na localidade de Estreito.
Em Piancó havia uma briga paroquial onde a oligarquia da família Leite que tentava expurgar o Deputado Estadual Padre Aristides da sua trajetória política, este último fortalecido pelo então aliado Governador do Estado, o Dr. João Suassuna (1924/1928).
Há indício de que a família Leite armou uma emboscada para recepcionar os oficiais prestistas, cuidando para que fosse divulgado como o autor deste confronto, o Padre Aristides.
No dia 08 de fevereiro de 1926, entrava em Piancó uma vanguarda da Coluna, que foi surpreendida por supostos homens a mando de Pe. Aristides, adversário político local da família Leite. Nesta emboscada, a Coluna Prestes teve uma grande perda, o tenente Laudelino Pereira da Silva, que alvejado à bala sucumbiu morto.
Informados de que a autoria da morte do oficial da Coluna Prestes se devia ao Pe. Aristides, os integrantes da Coluna invadiam a Vila para um acerto de contas como o Pe. Aristides, este tratou de resistir juntamente com alguns  homens. A história dá conta de que o Pe. Aristides foi vítima do bem arquitetado plano político dos seus adversários locais, a oligarquia Leite, tendo sido, a Coluna Prestes usada para ser o algoz definitivo pelo Padre, como foi notificado nos jornais da época aos paraibanos.
A Coluna Prestes chegou à Vila Piancó na tarde de Segunda Feira – 08 de fevereiro, em seqüência, na noite deste mesmo dia, as famílias se retiraram e pelo vexame com que saíram, abandonaram completamente as suas residências deixando haveres, roupas, moveis, etc.
A vila teria ficado vazia e nela permaneceu exclusivamente, as famílias do Srs. Manoel Candido (administração da mesa de vendas) do tenente Antonio Benicio (Comandante da Força), do alfaiate Isidro, do Pe. Aristides e seus amigos, o destacamento policial composto por quinze praças e civis armados do Sr. João Galdino (Coletor Federal)
A passagem da Coluna Prestes na cidade de Piancó, foi marcada por sangue em registro na nossa historia, dando origem a vários questionamentos posteriores em um episodio não totalmente esclarecido.
A cidade tradicional sertaneja teve sua elite política e social fuzilada e depois degolada, num barreiro ao redor da cidade, foram mortos em torno de 28 pessoas conhecidas pela história da Paraíba como os mártires de Painço – PB, com destaque para o chefe político Dep. Pe. Aristides Ferreira da Cruz, o Prefeito local o Sr. João Lacerda Moreira, e seu filho Osvaldo Lacerda.
Em 09 de fevereiro de 1926 (Terça Feira), ocorreram combates com tiroteio ininterrupto de manhã, até o anoitecer. Que chefiava o ataque por parte da Coluna era o capitão (depois General) Cordeiro de Farias e suas baixas à morte dos oficiais – Cap. Peres e Pretinho além de sair gravemente ferido o 1ª Tenente Agenor.
Segundo relatos oficiais e oficiosos, o Pe. Aristides foi torturado e trucidado, juntamente com seus amigos, e teriam sido conduzidos com vida até um barranco onde foram assassinados (degolados). Neste local foi erguido um monumento ao Pe. Aristides, sendo este local o mesmo onde construiremos o museu da Coluna Prestes, com o objetivo de relatar a história do cotidiano de quase 1500 homens e mulheres que percorreram a pé e a cavalo quase 2500 Km do Território Brasileiro, numa marcha que durou quase 02 anos e 07 meses e atravessou mais de 13 Estados do Brasil. Registraremos a trilha da Coluna Prestes e a histórica marcha marcada pelo calor das batalhas.
Conflito na Passagem da Coluna Prestes em Piancó
Região situada no Oeste do estado brasileiro da Paraíba, o Vale do Piancó foi um dos locais por onde a Coluna Prestes esteve em sua incursão. Para muitos seriam os "Cavaleiros da Esperança", mas para outros, essa corrente de cunho militar, liderada por Prestes e com idéias comunistas, era mais um grupo que abalaria a região com suas idéias mas, quando com o poder em suas mãos, não faria nada para ajudar realmente a população pobre da região.
É provável que uma certa "rivalidade", que pode ser notada no Brasil, entre Nordestinos e Sulistas tenha também alimentado esse foco de resistência na cidade de Piancó, aos pés da Serra de Santo Antônio. Contudo não pode ser explicado a real motivação dos "heróis do Piancó", mas essa batalha esta listada como uma das grandes resistências a Coluna. Como supor que essa incursão de revoltosos no território paraibano teria como epílogo uma tragédia na Vila de Piancó.
Claro na Wikipédia devemos nos conter apenas a imparcialidade, porém a mesma não é observada em vários livros de história, onde a defesa da atitude do grupo de Prestes é diretamente ligada as idéias do escritor e nem de longe contestadas. Por esse motivo não está clara a idéia que levou a um padre do interior nordestino, ligado a política local, e identificado por sua população como um grande líder, a organizar um grupo armado, e muito menos os ideais que levaram alguns civis a se juntarem nesta causa.
De evidente, temos apenas o fato de não discutirmos - pois não há dúvidas - o trucidamento frio e requintado do Padre, chefe da política local, e de mais 16 pessoas, entre as quais estão o Prefeito Municipal, funcionários públicos e pessoas humildes.
Sendo assim, esta lógica nos leva a crer que nem tudo que lemos sobre Prestes é verdade, e que o fato de sua passagem pelo sertão agrediu a população, pois para muitos nordestinos o nome Coluna Prestes é clara referência a má conduta militar e um tempo de medo e crueldades que por muitas vezes, como é o caso de Piancó, faziam uma cidade inteira fugir, aguardar e retornar para suas casas e lojas, agora saqueadas pelos rebeldes.
Inicio dos Fatos:
A notícia da ocupação de Coremas, que fica a 28 km de Piancó, foi divulgada na tarde de segunda-feira dia 8 de fevereiro de 1926, e durante a noite iniciou a retirada das famílias que, pelo vexame em que saiam, abandonaram residências, muitas roupas e utensílios, ficando a Vila quase despovoada. Permaneceram exclusivamente as famílias de Manoel Cândido, Ten. Antônio Benício e seu destacamento policial composto por 15 praças, o alfaiate Isidoro, Padre Aristides e amigos, civis armados armados do Sr. João Galdino, e outras pessoas que se ofereceram.

9 de fevereiro de 1926

Às 06:30 da manhã chegara a Piancó o Ten. Manuel Marinho, vindo de Patos em um caminhão, conduzindo armas, munição e cinco praças, somando assim um total de 20 soldados.
Quando Sargento Arruda fazia a distribuição do armamento e munição, e Ten. Benício organizava os quatro piquetes a Coluna penetrava na vila pela rua do Conselho Municipal. Segundo Sr. Dantas os primeiros disparos foram da Coluna, já Pe. Otaviano, em seu livro "Os mártires de Piancó", afirma que o primeiro tiro fora dos piancoenses. Histórias populares dizem que o primeiro oficial vinha montado, vestindo culotes, paletó azul-marinho e portando uma bandeira branca. Mas não há certeza.
Sargento Arruda e outros resistiram na casa do Juiz Dr. Abdon Assis em frente ao Conselho. A Coluna recuou, retornando vinte minutos depois procurando envolver a Vila pelo nascente e poente. Do lado Sul haviam dois piquetes, um comandado pelo alfaiate Isidoro e Francisco Lima, e outro por amigos de Pe. Aristides na casa do Sr. Mario Leite.
Foi possível manter resistência até às 14:00 horas, sendo feita uma retirada dos piancoenses, uma vez verificada a impossibilidade material de prolongar a luta. Entretanto, o pessoal do Padre continuou resistindo ainda por meia hora quando, para facilitar o ataque, os rebeldes jogaram uma granada numa das janelas e tomaram as salas da frente, havendo ainda alguma resistência brevemente cessada, com recuo dos sitiados para o interior da casa onde estava o Padre. Em fuga foram atingidos José Lourenço e João Monteiro. Esse último , embora ferido, conseguiu escapar. Também escaparam uma criada e duas crianças que se evadiram às 13:00 horas.

Sangue no Barreiro

Haviam poucos vestígios de sangue na casa. O padre e seus amigos foram conduzidos ainda com vida para o barreiro. É com comoção que pessoas mais antigas da cidade contam que o barreiro estava completamente tinto de vermelho. Veja agora as palavras de um dos rebeldes, em Santana dos  Garrotes, que ajudaram a trucidar o Padre.
"Perdemos um oficial, que todo o Piancó queimado não pagaria, mas, também o chefe, Padre Aristides, foi para a sepultura, num barreiro, com seus próprios pés"

14 de fevereiro 1926

Integrantes do Jornal O Combate, editado em Cajazeiras adentraram na cidade nesse dia e localizaram a mulher que fugiu por ordem do Padre. A mesma narrou o fato: o Padre sentindo-se cercado mandou ao muro Rufino, seu guarda de confiança, a ver o que era possível fazer. Rufino, deparando-se com o ataque, voltou e disse ao Padre que, se saíssem morreriam e se ficassem dentro de casa haviam de morrer. Nesse momento dos enormes estampidos se fizeram ouvir: eram granadas e bombas de gás. O pessoal que brigava sentiu forte dor de cabeça, não havendo remédio o Padre aconselhou o uso de açucar. Sendo a casa invadida o pessoal resistia no corredor.
Padre Aristides

*Biografia:
Filho de Jorge Ferreira da Cruz e D. Joana Ferreira da Cruz, padre Aristides foi uma figura marcante da história política dos legalistas da Paraíba, no semi-árido, Vale do Piancó. Sua marca registrada na história, é fruto não só de sua carreira política mas também de sua trágica morte, sendo ele trucidado por integrantes da Coluna Prestes, em um barreiro.
Esse artigo tem base em pesquisa, livros e Literatura de cordel, seus fatos na narração, feita na mesma semana na imprensa Estadual, pelo senhor Sebastião Dantas, testemunha ocular.
Deu início ao primário no Colégio de Antônio Gomes Barbosa. Segundo Padre Otaviano, não era um bom aluno, pois não demonstrava interesse pelo Português e Latin. Sendo ele um pouco abstrato, tinha um vocabulário exíguo, soltando por várias vezes, verdadeiros disparates, durante a conversação. Nunca havia lido uma poesia, e não lhe agradava a literatura.
Recebeu, no dia 1 de Novembro de 1901, das mãos de Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Diocese da Paraíba, a coroa de Sacerdote.
Em 25 de Agosto de 1902 passou a ocupar a função de novo vigário da Freguesia na Vila de Piancó, onde entrou triunfantemente.
Em Julho de 1912 foi afastado do comando da Igreja, por não obedecer ordens emanadas da Diocese da Capital.
Apesar de afastado, não manifestava sentimentos de rebeldia contra a igreja. Amargamente, queixava-se da falsidade de outras figuras políticas de Piancó. Dizia que homem sem liberdade não era homem. Assim fincando raízes não só em suas coerentes posições, mas também na cidade.
Em 1915, foi eleito Deputado. Agora as rédeas da política piancoense, anteriormente comandada pela Família Leite, estava em suas mãos. Foi reeleito por mais duas legislaturas consecutivas.
Aristides, o homem que comandou os legalistas de Piancó contra os comandados de Luís Carlos Prestes.









terça-feira, 17 de junho de 2014

Homens armados tentam retirar posseiros de fazenda, em Pilar

Homens armados tentam retirar posseiros de fazenda, em Pilar
Homens armados tentaram retirar, hoje pela manhã, mais de 40 famílias de posseiros da fazenda Recreio – conhecida como Paraíso pelos trabalhadores -, no município de Pilar. A denúncia está sendo feita pelo deputado estadual Frei Anastácio (PT), que está na área, juntamente com a representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Tânia Maria.

“Os cinco capangas armador chegaram na área comandados por Ivan Bichara Sobreira Filho,que se diz dono das terras mas está numa briga jurídica com Pedro Ribeiro Veloso Neto,em consequência de negócios particulares entre os dois. O mais grave é que Ivan Bichara, mesmo sem a posse legal da terra, já está negociando a fazenda com terceiros que estavam desmatando ilegalmente a área e foram impedidos pelos posseiros”, disse Frei Anastácio.

O deputado afirma que a fazenda, com mais de 400 hectares, tem 40 famílias de posseiros que moram no imóvel há mais de 50 anos. “Essas famílias estão lutando pelos seus direitos adquiridos. Os trabalhadores já foram prestar queixa na delegacia de Pilar, sobre as ameaças de morte que estão sofrendo, constantemente, dos capangas armados”, informou o deputado.

Segundo o deputado, é lamentável que ainda hoje, em pleno século XXI, ainda exista resquício do latifúndio, que tanto massacrou trabalhadores e usa as mesmas formas de repressão do passado. “O que estamos vendo é um conflito entre duas famílias tradicionais, de um lado brigando pela terra, e os posseiros do outro reivindicando seus direitos. Um é filho de um ex-governador e o outro descendente de latifundiários”, relatou o deputado
Fonte: PB Agora




sábado, 25 de janeiro de 2014

Empresária paraibana revela esquema de propina envolvendo ex-ministro

domingo, 28 de julho de 2013

Já fiquei pelada em Tambaba…

Não vou nem mentir. E gostei foi muito. Tem até foto para provar. Daqui pra findar esse texto decido se cabe ou não publicar. Mas o fato é que um post puxa outro. Escrevo agora motivada pelo “a- núncio” de emprego na- da convencional que o Roberto Maciel Luiz Carlos Carvalho publicou e que o Nonato repercutiu. Diz que a Prefeitura da cidade de Conde, na Paraíba, estaria recrutando INTERESSADOS em guiar jumentos carregadores de beldades PELADAS na dita praia em que perdi a vergonha e resolvi sair correndo areia afora, do jeitinho que papai do céu me fez chegar na rodoviária desse mundo.
Mal da internet, motivo de descrença e tal, minha preguiça me faz desistir de vasculhar sites para saber da veracidade do “anúncio”. Dito isso, para que ninguém me acuse de falar sem embasamento (ô palavrinha pôdi!), faço algumas considerações sobre:
Não é só mulher que tem que tirar a roupa para entrar no espaço reservado para nudismo, em Tambaba
Não está escrito no regulamento que para tirar a roupa tem que ser miss.
Por mais que o selim seja ultra macio e descartável, convenhamos, andar pelada num jumento deve ser algo meio, digamos, nojento. De qualquer forma, voltando lá, sim eu voltarei, já levo na mala o meu próprio
E, para encerrar, aquilo lá tá mais para anúncio de filme pornô, se bem que também podia ser folder de turismo pra gringo ver. Além de ser machista que nem presta, né?
Mas o melhor de Tambaba pode ser vivido antes mesmo de chegar lá. Depende do seu nível de relaxamento, é claro. Se você vai dar uma de nudista de primeira viagem, aproveite para curtir a própria viagem. Esqueça a tensão olhando pela janela. Já faz um tempo que estive lá, mas acho que não mudou muito. As estradas são rodeadas de verde, os caminhos são bucólicos, há paradas bem bacanas com vendas de frutas da estação.
Uma vez lá, ainda dá tempo de decidir se tira ou não a roupa, já que há espaços distintos onde se pode apreciar a natureza vestido mesmo. Se decidir entrar, aí não, você deve ler o regulamento exposto na entrada e fazer valer o que aprendeu de pai e mãe. Nada de querer dar uma de esperto e sair fotografando ou filmando, que é batata a segurança encurtar sua viagem. Prepare-se para achar esquisito quando for horário de reposição de bebidas. Coisa do outro mundo ver os caras descarregando caixas de cerveja, vestidinhos da silva, enquanto você tenta dar uma de transparente. E trate de fazer amizade com as abelhinhas do lugar. Lembro que pirei de pensar numa ferroada delas. Já pensou? Nada de querer ficar de amassos, que não é permitido aquecimentos no lugar. Muito menos você deve ficar olhando fixamente para os possuídos dos outros. Acredita que meu acompanhante de aventura, um namorado, achou um piercing bem lá nas partes baixas de uma menina que vinha a quilômetros? E, não, meninas, os garçons não servem só de gravatinha borboleta. Para os meninos, bem, o melhor é pensar em tudo menos naquilo, né.

De resto, vale a pena dar-se esse presente. Se você tem mais tempo e dinheiro, dá para tentar hospedagem por lá. Se não, um dia já pode ser o suficiente. Correr livre pela praia, andar sem nada que lhe aperte, mudar o foco das tensões, esquecer das outras regras, e da vergonha, é algo necessário de vez em quando. Pena que a faixa de praia reservada para nudismo seja tão pequena.
Situe-se: Tambaba – Conde / PB, distante 30 km de João Pessoa. Acesso pela rodovia PB 008

Maisa por ela mesma
Maisa Vasconcelos -Brasileira [Nordeste, Ceará, em Fortaleza] – Jornalista - Apresentadora de TV [quase loura] – Radialista [fora do dial, por enquanto] – Cerimonialista [sem frescuras] – Blogueira [de bobeira] – Mulher [em construção]



 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Governador cassado recebe pensão vitalícia da Paraíba

Fonte: site  Política da Paraíba
De acordo com o que determina a Constituição da Paraíba, o valor da pensão é equiparada ao salário do governador, que é atualmente no valor de R$ 18.300. Com base nisso, o impacto das aposentadorias dos ex-governadores nos cofres do Estado é de R$ 1,7 milhão ao ano. Com as pensões das viúvas de ex-governadores, o valor chega a R$ 3,3 milhões.
Cássio Cunha Lima foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2006. Ele já havia sido governador na gestão anterior a de sua cassação, de 2003 a 2006. Ele recebe o valor referente à aposentadoria desde o dia 1º de janeiro de 2007.
O pai de Cunha Lima, Ronaldo Cunha Lima (PSDB), que também foi governador da Paraíba (1991-1994), também é beneficiário da aposentadoria vitalícia. Durante sua gestão, em 1993, ele foi acusado de tentar matar o também ex-governador Tarcísio Burity em um restaurante da capital paraibana. O caso tramita no 1º Tribunal do Júri de João Pessoa. A viúva de Burity, Glauce Maria, também é uma das contempladas com a pensão e recebe o benefício do governo do Estado desde julho de 2003.
Dos oito ex-governadores agraciados com a pensão, quatro deles permaneceram à frente da função de governador do Estado por menos de um ano. O que passou menos tempo foi Dorgival Terceiro Neto, que era vice e assumiu quando Ivan Bichara deixou o governo em 1978. Ele ficou no cargo por apenas sete meses.
Os outros cinco ex-governadores que recebem o benefício são Roberto Paulino (2002), Cícero Lucena (1994), José Maranhão (1995-2002 e 2009-2011), Milton Bezerra Cabral (1986-1987) e Wilson Braga (1983-1986).
Além dos ex-governadores, os cofres públicos também pagam pensão a 71 ex-deputados estaduais e a 79 viúvas de parlamentares.
A Ordem dos Advogados do Brasil da Paraíba (OAB-PB), seguindo recomendação da entidade nacional, vai reunir a Comissão de Nepotismo e Improbidade Administrativa da Casa para discutir o pagamento dos benefícios, que contraria a Constituição de 1988. De acordo com a OAB, o pagamento das pensões fere principalmente os princípios constitucionais de moralidade e da isonomia.


sábado, 1 de junho de 2013

Programação oficial do São João de Campina Grande em 2013 é divulgada

São João acontece no Parque do Povo em Campina Grande (Foto: Divulgação/PMCG)
Maior São João do Mundo acontece de 7 de junho a 7 de julho.
Parque do Povo, principal área da festa, teve layout modificado.

A programação oficial do Maior São João do Mundo de Campina Grande foi divulgada na manhã desta quinta-feira (9), em evento na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP). De acordo com a Prefeitura Municipal, a festa pretende atrair duas milhões de pessoas à cidade entre os dias 7 de junho a 7 de julho, além de gerar 10 mil empregos diretos e indiretos.
Vice-prefeito Ronaldo Filho e prefeito Romero Rodrigues apresentam São João 2013 (Foto: Taiguara Rangel/G1)Vice-prefeito Ronaldo Filho e prefeito Romero
Rodrigues (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Além do calendário principal no Parque do Povo, a festa contará com eventos nos distritos de Galante e São José da Mata, Vila do Artesão, Catedral Nossa Senhora da Conceição, festival junino em bairros, dentre outros.
Segundo o vice-prefeito Ronaldo Filho, o novo layout do Parque do Povo terá o palco principal no piso superior e mais barracas na área inferior, com objetivo de melhorar a organização e promoção do evento.
"Todas as novidades foram precedidas de estudo técnico. O formato anterior causava maior impacto no som que chegava ao Hospital da Clipsi, teremos torres que vão diminuir essa pressão. O layout vai permitir um fluxo maior de pessoas com mais segurança. Esse ano será um marco, já existe grande ocupação de hotéis até em João Pessoa de pessoas que vem para a festa em Campina Grande", afirmou.
Parque do Povo está sendo montado para o São João 2013 (Foto: Taiguara Rangel/G1)Parque do Povo está sendo montado
(Foto: Taiguara Rangel/G1)
De acordo com o prefeito Romero Rodrigues, a descentralização da festa de Maior São João do Mundo também será importante para atrair um maior potencial turístico a todas as regiões de Campina Grande. A previsão da prefeitura é que sejam arrecadados R$ 25 milhões para a realização da festa este ano. "A ornamentação da cidade também será fundamental para a população sentir o clima de festa da cidade", afirmou o gestor. Haverá ainda uma parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para realizar o Cine São João, levando trios de forró e filmes regionais para os bairros da cidade.
Programação oficial do São João 2013
Dia 07/06: Flávio José, Dorgival Dantas, Capilé, Biliu de Campina e Jairo Madruga;
Dia 08/06: Arraiá do Monobloco e Forró Fest;
Dia 09/06: Aviões do Forró, Forró dos Plays, Forró Zueira e Deixe de Brincadeira;
Dia 10/06: Banda Brasa Viva (Programação Religiosa)
Dia 11/06: Cabruêra, Beto Brito, Forró Sacaneado e Noite do Humor;
Dia 12/06: Coleguinhas, Nando Cordel, Inaudete Amorim e Rita de Cássia;
Dia 13/06: Ramon Schnayder, Luan Estilizado e Magníficos;
Dia 14/06: Forró da Curtição, Assisão, Banda Encantu’s e Abdias do Acordeon;
Dia 16/06: Fala Mansa, Cavaleiros do Forró, Netinho Lins e Adriano José;
Dia 17/06: Padre Fábio de Melo;
Dia 18/06: Paulinha e Marlus, Forró da Pegação, Saia Justa, Santos e Amazan;
Dia 19/06: Toca do Vale, Flávio Leandro, Arreio de Ouro e Roninho do Acordeon;
Dia 20/06: Brasas do Forró, Solteirões do Forró, Forró da Resenha e João Gonçalves;
Dia 21/06: Vicente Nery, Karkará, Jorge de Altinho, Yegor Gomes;
Dia 22/06: Gilberto Gil, Pinto do Acordeon, Gabriel Diniz, Edmar Miguel e Antônio Barros e Cecéu
Dia 23/06: Elba Ramalho, Menina do Céu, Luizinho Calixto, Renata Arruda e Ton Oliveira.
Dia 24/06: Fagner, Eliane, Valdo e Joverlayne, Zé Calixto;
Dia 25/06: Noite do Humor;
Dia 26/06: Afrodite, Poeta Francinaldo, Bonde do Brasil e Geovane Jr;
Dia 27/06: Gatinha Manhosa, Zé Ramalho, Vinicius de Sobral e Edgley Miguel;
Dia 28/06: Louro Santos, Waldonys, Alcymar Monteiro, Forró Atrevido e Coroné Grilo;
Dia 29/06: Sirano e Sirino, Amazan, Santana, Forró na Manha e Tony Dumont;
Dia 30/06: Geraldinhos Lins, Niedson Lua, Forró 100% e Fabio Carneirinho;
Dia 01/07: Francisco Brito, Rosa Maria e Banda DDD (Programação Religiosa);
Dia 02/07: Desejo de Menina, Breno e Zeu, Forró da Elite e Noite do Humor;
Dia 03/07: Calypso, Banda Palov, Furacão do Forró e João Oliveira;
Dia 04/07: Forró do Bom, Forró Estourado, Forró Nordestino e Assum Preto;
Dia 05/07: Saia Rodada, Forró do Movimento, Sandra Belê e Targino Gondim;
Dia 06/07: Forró Bakana, Adelmário Coelho, Forró do Muído e Sussa de Monteiro;
Dia 07/07: Garota Safada, Os 3 do Nordeste, Genival Lacerda e Raniere Gomes.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ariano Suassuna recebe título de Cidadão Sousense e Aparecidense

O Escritor Ariano Suassuna recebeu na noite desta terça-feira (23) o titulo de cidadão Sousense e Aparecidense na Fazenda Acauã.
 Em uma sessão especial realizada em conjunto entre as Câmaras de vereadores das duas cidades, Ariano foi recebido por várias autoridades e simpatizantes que estiveram presentes a sessão.
Entre os destaques estiveram presentes além de todos os vereadores do poder Legislativo Sousense e Aparecidense, o Escritor, Eilzo Marques, Prefeito de Aparecida, Júlio Cesar, Deputado Federal, Leonardo Gadelha, além de representantes do governo do Estado.
Durante a sessão foi apresentado o projeto do Museu Armorial, que será implantado na Fazenda Acauã, cuja a emenda do Deputado Leonardo Gadelha está destinada a quantia de R$ 400 mil Reais.
Ainda pela tarde o Escritor Concedeu uma entrevista coletiva no centro cultural Banco do Nordeste para toda a imprensa, onde contou além de um pouco de sua história, respondeu a perguntas dos Jornalistas presentes.
Ariano recebeu o titulo de cidadão Sousense das mãos do Vereador Lafayette Gadelha, enquanto que, Laércio Filho concedeu o titulo de cidadão Aparecidense.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A intimidade do Poder de sete governadores

Foi com o título “Na intimidade do Poder” que o jornalista Abelardo Jurema Filho retratou, em seu livro “Paraíba Feminina”, a figura marcante de Lourdinha Amorim (Maria de Lourdes Régis Amorim), que durante 16 anos comandou o Cerimonial do Palácio da Redenção, sede do Executivo paraibano, de lá saindo para a Assembléia Legislativa por perseguição sofrida no governo Burity. Natural de João Pessoa, filha de família tradicional e aluna do tradicional Colégio das Lourdinas, ela foi impecável no papel de relações públicas, convivendo com pelo menos sete governadores e atuando com a discrição e a fidelidade exigidas pelo difícil cargo. Lourdinha dizia-se “casada com o trabalho” e sua imagem tornou-se emblemática no organograma do Poder estadual.
Ela ingressou no serviço público pelas mãos do ex-governador Ernani Sátyro, que classificava como político austero e autêntico. Convidada para assessora de gabinete, com a missão de receber autoridades e providenciar recepções oficiais, Lourdinha criava, instintivamente, o que acabou se concretizando como Serviço de Cerimonial do governo. Pelo seu depoimento a Abelardo, Ernani queria uma figura feminina para anfitrionar personalidades influentes em visita à Paraíba. Posteriormente, o governador Ivan Bichara Sobreira criou o cargo de assessora-chefe de Relações Públicas e disciplinou o setor. Seguiram-se os governadores Dorgival Terceiro Neto, Tarcísio Burity e, finalmente, Clóvis Bezerra, a quem coube sancionar a lei que criou efetivamente o Cerimonial do Palácio. A convivência com sete governadores fez com que ela observasse atentamente os estilos de cada um, bem diferentes, como pontuou no depoimento a Abelardo Jurema Filho.
O mais indisciplinado
Na sua opinião, o mais irreverente e rebelde era Dorgival Terceiro Neto, que esbravejava contra as exigências do Cerimonial e não gostava de formalismo, embora, no final das contas, obedecesse a regras do protocolo. Sobre Ivan Bichara e Clóvis Bezerra, Lourdinha enfatizou o temperamento mais afável, sublinhando o tratamento gentil com todos os servidores do Palácio. O título de “mais indisciplinado”, na sua versão, ficaria com o ex-governador Wilson Leite Braga, atual deputado estadual, que não gostava de cumprir horários, não obedecia à agenda e sempre agia de acordo com sua intuição. Mas isso não queria dizer que não fosse um homem simples e de fácil relacionamento. No mesmo livro de Abelardo, consta um depoimento de Mirtes Sobreira, esposa do ex-governador Ivan Bichara Sobreira e sobrinha do ex-ministro José Américo de Almeida, que era uma espécie de “consultor” dos governantes e tinha influência na escolha de alguns dos ocupantes do Palácio da Redenção no regime militar.

Ivan Bichara despachando sob os olhares do ex-governadores
Tarcísio Buritu, Wilson Braga e Antonio Mariz.
Dona Mirtes declarou a Abelardo que não queria que Ivan fosse governador e lembrou que a passagem pelo poder não alterou o patrimônio da família, apesar da maledicência de alguns opositores que chegaram a redigir carta anônima tentando denegrir a imagem de Ivan Bichara. O episódio a que ela se referiu ocorreu ao final do mandato do ex-governador, que já ensaiava a candidatura ao Senado. O documento apócrifo foi encaminhado a deputados e chegou a ser publicado na imprensa, com denúncias de nepotismo e supostos abusos de poder na administração. “Foi uma tentativa vil e mesquinha de macular a integridade de Ivan, que, no entanto, saiu ileso desse episódio e cumpriu seu mandato com altivez e dignidade”, relatou Mirtes, nascida em Guarabira. Sobre seu papel como primeira-dama, ela narrou que assumiu-o sem ter muito jeito, mas procurou cumpri-lo dedicando-se de corpo e alma aos mais humildes e engajando-se em obras assistenciais do falecido Padre Hildon Bandeira, em Brasília de Palha. A ex-primeira-dama negava interferências nas decisões políticas tomadas por Ivan, embora admitisse como natural trocar idéias a respeito de determinados assuntos. O que a deixou decepcionada foi a traição sofrida por Ivan quando se candidatou ao Senado em 78, perdendo a vaga para Humberto Lucena. Uma frase emblemática dita por ela a Abelardo: “Na política, quando se é honesto, com o que se ganha não dá para sair rico”. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pâmela Bório se defende e chama reportagem da ‘Isto É’ de mentirosa

Primeira-dama diz que precisava desabafar e afirma que não vai excluir postagens em redes sociais

   A primeira-dama do Estado, a jornalista Pâmela Bório, recorreu na tarde deste sábado as redes sociais para contra-argumentar a reportagem da Revista Isto É divulgada neste final de semana.
   “Me perdoem, mas precisava desabafar sobre a verdade dos fatos e me defender dos ataques, da agressão gratuita, da infâmia e maledicência injusta das quais estou sendo vítima”, disse a jornalista no final de seu texto sobre a reportagem. Ela avisa que continuará usando as redes sociais e que não irá apagar postagens.
Veja na íntegra a publicação da primeira-dama
Pâmela Bório se defende e chama reportagem da ‘Isto É’ de mentirosa

   Considero grave o fato de um veículo, que se pretende idôneo, apresentar texto baseado em apuração leviana e deficiente, no mínimo dos males. O desacato, portanto, não se restringe a minha pessoa, mas se estende ao público por macular o direito ao acesso à informação verdadeira, garantido pela Constituição Brasileira.

   No menor dos erros, observei como atitude simplista e até com tom depreciativo me reduzir a uma "ex-modelo", quando desenvolvo carreira no jornalismo já com mais de 10 anos de trabalhos árduos e dignos, tratando a informação com responsabilidade e, portanto, respeito ao público. Bem diferente do que se mostrou a irresponsável repórter da Revista Época através da veiculação de seu texto repleto de mentiras e especulações ao meu respeito.

   Ao contrário de muitos profissionais da mídia e veículos prostituídos, desenvolvo um jornalismo consciente e independente. Nunca trabalhei com política, assessoria ou com gestão pública, mas tenho noção do que é uma administração correta e voltada para as necessidades da população pelo testemunho de ações do atual governo e de outros gestores competentes e sérios. Matérias encomendadas pela oposição não surtem efeito quando fatos se sobrepõem às inverdades.

   Declaro com total convicção a mentira de que promovo "festanças" na Granja assim como também são mentiras as alegações de que disponho do dinheiro público. Ora, primeira-dama não tem poder de ordenamento de despesas, fato ocultado pela ignorância ou maldade da jornalista da IstoÉ. Se não sabe, cara colega (chamo-a assim, pois imagino que deve ter formação para executar o trabalho na revista), primeira-dama não é cargo, é apenas uma função, com prazo e limites definidos.

   Não recebo qualquer remuneração por ser primeira-dama, tampouco possuo cartão corporativo. Sempre vivi com o suor do meu trabalho honesto e atento aos interesses do público. Jamais recebi propina de políticos, partidos ou quaisquer fontes como, atualmente, agem certos profissionais da imprensa. O que possuo é proveniente do meu salário de apresentadora da emissora que trabalho desde que cheguei na Paraíba. Se carrego uma bolsa Hermés, se ela é falsa ou legítima, isso diz respeito somente a mim. Sequer recebo mesada do meu esposo, possuo autonomia que só mulheres emancipadas optam na atualidade, sempre busquei romper paradigmas e desfazer estereótipos.

  Bem verdade que recebo muitos presentes e alguns agradeço publicamente através dos meus canais de interação com as pessoas, a exemplo das lingeries de uma empreendedora paraibana da cidade de Monteiro-PB, citada no texto, as quais tenho orgulho em divulgar e incentivar. Vergonha é deturpar a referida situação alegando se tratar de minha coleção de lingeries (por acaso tem conhecimento se as amostras que recebi me serviram?) com o objetivo de depreciar uma pessoa pública usando o artifício dos padrões ilusórios e juízos de valor e, ainda pior, o estímulo ao preconceito. A propósito, a IstoÉ também ocultou onde o leitor pode analisar as postagens interpretadas e julgadas de acordo com os interesses da revista: @pamela_borio (Twitter) e @pamelaborio (Instagram)

  Não vou excluir quaisquer redes sociais ou publicações, não me arrependo de nada que tenha divulgado e continuarei atuando da mesma forma espontânea e condizente com a minha profissão e a minha personalidade. Inclusive, tenho de estar cada vez mais íntima das novas tecnologias e meios de interação já que se trata do meu objeto de estudo do mestrado. Permanecerei desta forma e isso pode até contrariar oposicionistas que querem uma primeira-dama sem voz, acrítica e até submissa, mas o meu foco é continuar sendo a mesma e tendo o comportamento verdadeiro e aberto de sempre.

   Penso que minha atual condição é passageira: ESTOU primeira dama, mas SOU e sempre serei jornalista. Amo a minha profissão e sou bem resolvida sobre a minha exposição, seja como esposa de líder político ou como apresentadora de TV. Me orgulho do meu ofício e de quaisquer atividades que tenha desenvolvido na minha história de vida, como desfiles, atuações em peças teatrais, ensaios fotográficos... Também me sinto à vontade com a minha expressividade e aproveito meu espaço na mídia e na internet para promover qualquer atividade ligada à economia, à cultura, aos empreendimentos, à educação, enfim, às peculiaridades do estado e até da atualidade.

   Mesmo sendo fortuita e passageira, dedico com empenho a função de primeira-dama, onde tenho a oportunidade de coordenar o Programa do Artesanato Paraibano onde oferecemos capacitações e estimulamos a produção artesanal (conseguimos dobrar a renda dos artesãos através da realização de salões e outras feiras, com oferta de créditos pelo Empreender, com ações de qualificação...) focando na manutenção da tradição e valorização da cultura. Também tenho a honra de presidir a ONG CENDAC onde sanamos dívidas e focamos na profissionalização em detrimento ao assistencialismo. Assim, já oferecemos quase 3000 cursos profissionalizantes em apenas 2 anos.

   Por esses trabalhos também não recebo qualquer compensação financeira, minha única recompensa é o reconhecimento pelo povo da minha contribuição no crescimento da Paraíba. Não cabe aqui detalhar todas as realizações em benefício de instituições, empresas ou pessoas físicas, mas meus serviços voluntários continuarão sendo escutados da mesma forma e agora com maior motivação já que percebo que minha atuação como primeira dama tem incomodado ao extremo de plantarem inverdades com o propósito maior de me denegrir, mesmo com hipóteses infundadas e facilmente contestáveis.

   Vivo da minha imagem desde muito cedo por isso sempre tive cuidado em ter uma aparência asseada antes de estar como primeira dama. Tenho plena consciência de que não me reduzo a uma jovem bonita que se veste com esmero e “gosta de luxo e badalações”, sou muito maior do que qualquer julgamento pré-concebido por quem não me conhece e não vai ser qualquer mentira motivada por sentimentos pequenos como a inveja ou articulação de opositores que vai destruir o que está solidificado há anos, pois mais forte que palavras insanas e delinqüentes alheias, são as atitudes que fazem a história de uma nordestina batalhadora e honesta como eu, de família humilde e honrada, que trabalha desde cedo para sobreviver e que poderia ter escolhido caminhos mais fáceis. No entanto, sempre me direcionei pelo caminho do esforço justo e do conhecimento, nunca fugi de desafios, nem temo polêmicas desnecessárias.

   Sobre nossa intimidade, que garanto preservar o fundamental, não tenho o menor constrangimento em demonstrar publicamente qualquer afeto, assim como não tenho pudor em atestar que seguimos "vivendo num clima amoroso que parece prolongar a lua de mel", nossa relação é baseada apenas no amor que sentimos um pelo outro. É mentira de que nos conhecemos na TV em 2010, ano em que nasceu nosso filho quando já estávamos casados há pouco mais de um ano. Também nos conhecemos em lugar bem diferente da redação ou dos estúdios onde trabalho e quando batizamos nosso bebê em 2011 aproveitamos para celebrar nossa união através da cerimônia religiosa. Mas detalhes não vêm ao caso, apenas reforçam como a reportagem apresentou diferentes mentiras e até amadorismo pois informações como estas são de domínio público (entenda-se “internet”).

  A maior gravidade se concentra sobre as acusações da Época de que "parte do dinheiro usado para bancar o luxo ostentado" ou "inúmeros mimos" são provenientes dos cofres públicos e de que "orçamentos terem sido solicitados pela primeira-dama do estado." Mentira absurda, descabida! É irracional, ilógico afirmar que assumi "o lugar dos pregoeiros e demais funcionários da administração pública responsáveis por cotar preços e dar transparência ao destino das verbas do Estado"!

   Saibam que, tanto o veículo quanto a jornalista vão responder por cada mentira disseminada em cada mídia e propagada por outros meios de comunicação. Direito de resposta ou processo algum amenizará a dor e o sofrimento causado à minha família, amigos e a mim. Na possibilidade de ser matéria encomendada, não há dinheiro que por ventura tenham recebido capaz de indenizar tamanha covardia e maldade. Toda a calúnia será entregue à justiça, assim como faço questão da justiça ter acesso a toda a minha movimentação financeira, apesar de ninguém ter pedido ou mencionado isso. Qualquer comprovação da minha lisura será insuficiente diante do desastre da propagação perene pela internet das mentiras e acusações sobre corrupção, roubo ou "estilo de vida extravagante" que ligaram à mim. Atribuições de valores avessos à minha realidade e ao meu caráter serão considerados no processo contra os caluniadores. Talvez desta forma, num futuro breve, consiga ao menos comprar uma casa ou um meio de transporte, coisas que ainda não tive condição de adquirir com meu salário pequeno de jornalista honesta, mas grande e importante em comparação ao valor da imprensa que age com má fé, de forma criminosa e premeditando massacres.

   Quanto às informações sobre o que NÃO me diz respeito (os gastos do governo com a Granja ou Casa Civil especulados na reportagem) devem sim ser averiguadas e se constatados os abusos nos preços, como cidadã, exijo que os reais responsáveis sejam julgados. Não tenho conhecimento sobre as despesas do governo, a IstoÉ deveria ter apurado com o secretário da pasta Lúcio Flávio e com os administradores da Granja na ocasião das referidas compras pois a responsabilidade da aquisição é da diretoria administrativa da Casa Civil. Apoio qualquer investigação de uso indevido do dinheiro público, indiscriminadamente. Como expressado nas minhas páginas pessoais, tendo como exemplo minha crítica ao mensalão e ao caso Rosemary.

   Nada e ninguém vai me calar sobre a defesa da verdade, da informação e dos interesses dos cidadãos honestos, trabalhadores e aguerridos por um país melhor. Essa é a luta de uma vida. Essa é a luta de várias vidas.

   Me perdoem, mas precisava desabafar sobre a verdade dos fatos e me defender dos ataques, da agressão gratuita, da infâmia e maledicência injusta das quais estou sendo vítima.

 Veja a reportagem da Revista ISTOÉ
    A ex-modelo Pâmela Bório e o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, cultivam um estilo de vida extravagante. Mas quem paga a conta é o contribuinte

Pâmela promove festanças, expõe no Instagram coleção de lingerie e diz que o "maridão", Coutinho , é quem "curte" as novidades.

    A primeira-dama da Paraíba, Pâmela Bório, 29 anos, é uma mulher esfuziante. Ex-modelo, belíssima, olhos claros e corpo escultural, gosta de luxo e badalações, sem revelar nenhuma preocupação com a discrição. Ao contrário. Recentemente, Pâmela exibiu na rede social Instagram sua nova coleção de lingeries e, abaixo das fotos, sapecou a legenda: “Presente para mim, mas quem curte é o maridão.” Tal exibição de intimidade deveria ser uma questão que só dissesse respeito a ela e ao referido “maridão”, o governador Ricardo Coutinho (PSB), 52 anos. O episódio, porém, tornou-se o novo capítulo de uma explosiva investigação de uso indevido de dinheiro público. Após auditoria nas contas da residência oficial do governador, o Tribunal de Contas da Paraíba concluiu que inúmeros mimos da primeira-dama não são pagos somente com o salário de R$ 20 mil de Ricardo Coutinho, cujo patrimônio é avaliado em menos de R$ 1 milhão. Parte do dinheiro usado para bancar o luxo ostentado e os hábitos peculiares da primeira-dama sai dos cofres públicos.

   Um relatório do Tribunal de Contas, obtido por ISTOÉ, revela que as festas promovidas na Granja Santana – como é chamada a residência onde moram o governador e a primeira-dama – consumiram 17,4 toneladas de carnes, peixes e frutos do mar, só no ano de 2011. Na mesma prestação de contas, que o órgão de fiscalização classificou como um dos inúmeros “exageros de gastos”, havia uma nota registrando a compra de 60 quilos de lagosta. Além das despesas com comida, os auditores descobriram que até o enxoval do bebê de Pâmela e Coutinho foi pago pelo contribuinte. O governador não mexeu no próprio bolso nem mesmo para comprar os móveis para o quarto do filho ou as bolsas para carregar mamadeiras. A quantidade de farinha láctea adquirida para a criança também espantou o tribunal: foram 460 latas apenas entre os dias 21 de novembro e 13 de dezembro de 2011. “O governador deve ter uma creche em casa para consumir toda essa farinha láctea em menos de um mês”, criticou o deputado estadual Janduhy Carneiro (PEN). A oposição a Coutinho passou a se referir ao caso como “o escândalo da comida infantil”, lembrando que em 28% dos municípios paraibanos não há creches.

   O relatório do Tribunal de Contas estadual ainda mostra outras excentricidades. Segundo a fiscalização, no ano passado, a residência oficial foi abastecida com rolos de papel higiênico ao custo de R$ 59 o pacote com quatro unidades. Detalhe: as folhas higiênicas eram personalizadas com a impressão do desenho de um casal de noivinhos. Foram adquiridos também sais e espumas de banho, além de artigos de decoração. Tudo sem levar em consideração a cotação de preços exigida por lei. “Transpareceu como critério de escolha o gosto pessoal e não a impessoalidade exigida na ação administrativa pública. Robustece a afirmação o fato de os orçamentos terem sido solicitados pela primeira-dama do Estado”, censurou o tribunal. Ou seja, como se estivesse administrando o orçamento de sua casa, Pâmela assumiu o lugar dos pregoeiros e demais funcionários da administração pública responsáveis por cotar preços e dar transparência ao destino das verbas do Estado. Ao que tudo indica, a primeira-dama, ostentando sua infalível bolsa Birkin, da grife Hermés, circulou pelas lojas locais comprando o que era de seu interesse. “O transportador da mercadoria, registrado na nota fiscal, foi a senhora Pâmela, esposa do governador”, cravaram os auditores.

   Nascida na Bahia, aos 13 anos Pâmela começou uma carreira como modelo. Quando adolescente, participou de vários concursos de beleza, sendo premiada em todos eles, como gosta de lembrar. Já adulta, promoveu campanhas publicitárias para uma renomada joalheria. Em 2008 conquistou o título de miss Bahia. E, quando seu destino parecia mesmo as passarelas, transferiu-se para João Pessoa, para trabalhar como apresentadora de uma televisão local. Foi ali na tevê, em 2010, que ela conheceu Coutinho, entrevistando-o como candidato ao governo do Estado. Casaram-se em fevereiro de 2011, um mês após a posse. No Estado, Coutinho é conhecido como homem simples, filho de um agricultor e uma costureira. Segundo amigos do casal, o “maridão” e a primeira-dama seguem vivendo num clima amoroso que parece prolongar a lua de mel. O problema é saber quem paga a conta do romance. Na quinta-feira 10, a assessoria do governador Coutinho informou à Istoé que na Granja Santana são servidas 120 refeições diárias que atendem o pessoal da limpeza, segurança, jardinagem, etc. Quanto às despesas, com o enxoval do filho do governador, informa que “é obrigação do Estado suprir os gastos particulares de sobrevivência dos governantes nas residências oficiais”. Afirma, ainda, que a primeira-dama não possui cartão corporativo e que a bolsa Hermés “é uma réplica”.