terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

*Chatô enquadra os frabricantes das caixas de fósforos!*

O alvo do magnata das comunicações, Francisco de Assis Chateaubriand, tanto podia ser o vidro plano fabricado por um poderoso truste internacional como poderia nascer da singela observação de uma caixa de fósforos. Anos antes, o Diário da Noite de São Paulo dera em sua última edição uma surpreendente manchete: "Fósforos sobem de 20 para 30 centavos!" . O aumento do preço da caixa de fósforos ter merecido a manchete de um jornal coincidia com uma constatação de Chateaubriand: por alguma razão inexplicável, os fabricantes de fósforos anunciavam em quase toda a imprensa, menos nos Associados. Ele, que não fumava, mandou um contínuo ir ao bar mais próximo e comprar um maço contendo dez caixinhas de fósforos. Desembrulhou-o e leu no rótulo de cada caixinha a mesma informação: "Contém 50 palitos". Abriu a primeira caixa, contou e viu que só havia 47 palitos. Contou os da segunda: 38 palitos; da terceira, 40 palitos; da quarta, 45 palitos. Minutos depois concluía que nenhuma das caixas continha os cinquenta palitos anunciados. Chamou um redator do jornal e mandou comprar dez maços — ou seja, cem caixinhas, e logo depois mais dez e ainda mais dez maços. Convocou todo mundo que estivesse disponível na redação para contar os palitos de cada caixa — do dono dos Associados, passando pelo redator-chefe até contínuos e telefonistas, ficaram todos de cabeça baixa sobre as mesas, contando palitos de fósforos e registrando os totais em pedaços de papel. Já era de madrugada quando, ao final da misteriosa esta­tística, todos se puseram a fazer contas. Só então Chateaubriand anunciou o tortuoso raciocínio que ia por sua cabeça:
     Pela nossas contas , são consumidos anualmente em São Paulo 18 bilhões de palitos de fósforos. Se cada caixinha contivesse mesmo os cinquenta palitos que o rótulo anuncia, a indústria estaria vendendo 360 milhões de caixas por ano. Mas como esses larápios colocam, em média, apenas quarenta palitos em cada caixa, na verdade eles vendem pelos mesmos trinta centavos a unidade, 450 milhões de caixas de fósforos por ano.  Ou seja: a indústria que se recusa a anuncia nos Associados está roubando o povo paulista em 90 milhões de fósforos todo ano. Multipliquem isso pelos trinta e verão que são 27 milhões de cruzeiros — dinheiro suficiente para montar um jornal, meus amigos!
No dia seguinte o jornal voltava à carga com a denúncia. No outro dia mais uma reportagem (esta dizia que "uma linha formada pelos palitos de subtraídos ao povo daria para fazer quatro vezes a volta da Terra"). A série prosseguiu até que, como no caso dos vidros planos, foi interrompida  inesperadamente. Semanas depois começavam a aparecer, também nos associados, anúncios dos fabricantes de fósforos. E daquela madrugada alucinada uma marca ficaria gravada nas caixas de fósforos brasileiras: em vez de “cinquenta palitos", elas passaram a anunciar prudentemente em seus rótulos: “45 palitos".
A leitura atenta do Diário da Noite revelaria história certamente semelhante a essa, mas lendo como alvo outro produto. Ainda em fase de implantação, onde acabava de ser lançada, a Coca Cola não anunciava nos Associados. Até que o Diário da Noite passou a divulgar seguidas reportagens contendo "análises bacteriológicas realizadas por respeitados institutos” cujos resultados "condenavam" o re- frigerante. Bastou aparecer os primeiros anúncios de Co-ca CoIa no Diário da Noite para as tais análises sumirem como que por milagre, dando lugar a reportagens que ressaltavam o fato de aquela ser "uma bebida agradável a todos, porque só empregava o puríssimo açúcar brasileiro". Alguma nova encrenca com o departamento de propaganda da Coca Cola pode ter surgido muitos anos depois: em junho de 1957 o Diário da Noite voltaria a repetir o título e a notícia da “contaminação” do produto ("Condenada pelo Instituto Adolfo Lutz — Nociva à saúde da população a Coca Cola"). De novo, no dia seguinte o jornal não tocava mais no assunto.

Lei Teresoca

    Durante o Estado Novo (1937-45) Getúlio Vargas decretou a chamada Lei Terezoca, para permitir que seu amigo, o jornalista Assis Chateaubriand, ficasse com a guarda da filha, Tereza, após separar-se da mulher. Vargas, aliás, chegou a decretar uma lei do divórcio que vigorou por um único dia: tempo suficiente para que um parente seu se livrasse de um casamento a contragosto.
Abusos como esses, porém, devem ser encarados como exceção e não como regra. As leis são coisas seriíssimas. Quando legítimas - isto é, quando garantem o interesse da sociedade e dão respaldo ao Estado de Direito - devem ser respeitadas e obedecidas, em nome do bem comum.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

As chalaças que correm na internet

É imensurável o poder da Internet como meio de comunicação social. Ela não tem dono, não é como os nossos meios de comunicações midiáticos, controlados por menos de uma dezena de privilegiadas famílias, que dita os paradigmas brasileiros.
E não é raro, corre na Net ideias sutilmente imposta pela mídia. Este e-mail é engraçado, mas que aborda irresponsavelmente o sério problema do nosso injusto sistema tributário. Diz a broma que um sujeito ao declarar seu imposto coloca milhões de brasileiros como seus dependentes. Verdade parcial, afinal termina proporcionalmente a classe média bancando os inúmeros processos de distribuição de renda aos mais miseráveis do país. Injusto, sim; mas não podemos esquecer os milhões de brasileiros que vivem na marginalidade ou na miséria.
Ora não estão  nos desvalidos a culpa pelos altos impostos que sofre a classe média. Mas no fundo que financiam  a sua ne- cessária manuntenção, eis  o problema. Enquanto os grandes conglomerados em- presariais e financeiros no- minalmente recolhem mui- to mais do que o imposto de renda descontado no holerite da classe média, mas em termos percentuais é irrisório. Ou seja, pesa para a classe média e é uma pluma para os mais abastados da nação.
Um funcionário que ganhe um salário robusto sofre a penalização de um desconto do imposto de renda por volta de 27,5% do seu ganho bruto, que re- presenta boa parte do sa- lário. Enquanto um bi- lionário ou uma grande em- presa é taxado no máximo nos mesmos 27,5% dos seus ganhos ou lucros. É um valor bem mais alto, o que sobra é muito. É um tabu, ou mesmo é simplesmente censurado ou mal visto, pela grande mídia que vive somente apregoando a injustiça que sofre a classe média, sem jamais propor as verdadeiras soluções que seriam a elevação da alíquota do imposto de renda à patamares que chegassem pelo menos a 50% dos mais afortunados e redução das alíquotas dos pequenos “marajás”. Ou então a regulamentação do IGV – Imposto sobre as Grandes Fortunas – que mofa na Constituição desde 1988 sem jamais ser devidamente implantado por leis complementares como foi previsto.
Ora e porque culpa somente a mídia? Qualquer governo sabe que a grita seria grande com argumentos sofísticos e derrubados por um congresso em que impera o interesse dos privilegiados.
E nós simples mortais servimos de bucha de canhão, abordamos o problema sem enxergar a solução olvidando totalmente a implantação do IGV. Alguém se lembra da última vez que ouviu falar deste imposto.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ratos? Nunca mais.

Método usado por criadores de pássaros! COMBATENDO OS RATOS. 
"Mudei-me há poucos meses para o primeiro andar de um prédio e, como todo paulistano, estou sendo vítima desses indesejáveis hóspedes... Pergunta daqui, pergunta dali...  Uma amiga me disse que feijão triturado matava ratos, mas não detalhou. 
Fui pesquisar e descobri esse estudo da Universidade Federal de Pelotas". 
Como fazer: 
a) Pegue uma xícara de qualquer feijão cru (sem lavar mesmo); 
b) Coloque no multiprocessador ou liquidificador (SEM ÁGUA); 
c) Triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó. 
Onde colocar: Coloque em montinhos (uma colher de chá) nos cantos do chão; 
a) Perto das portas; 
b) Janelas (SIM... eles escalam as janelas...) 
c) Atrás da geladeira; d) Atrás do fogão;       
e) À beira de esgotos, de córregos e valas, em ruas e/ou alamedas, por exemplo.           
OBS.: O custo é muito ba- rato e a eficácia é muito elevada! O rato come essa farofinha, mas não tem como digerir o feijão (cru), por falta de enzimas digestivas ou substâncias que digerem feijão cru. Isso causa aos ratos envenenamento natural por fermentação. Todos os que ingerem morrem! 
A população de ratos se extingue em três dias no entorno da área em que o farelo do feijão cru foi colocado.          
DETALHE IMPORTANTE: a) Ao contrário dos tradicionais venenos (Racumim, por exemplo), o rato morre e não contamina animais de estimação. E a quantidade de feijão que ele ingeriu e o matou é insuficiente para matar um cão ou gato, mesmo porque estes gostam de MATAR pra comer... Mas animal morto, eles não comem. E não há evidências de que o farelo do feijão cru faça mal a gatos e cachorros, pois, eles têm enzimas digestivas capazes de metabolizar esse alimento.         
Se tiver crianças pequenas (bebês), ainda em período de engatinhamento, que colocam tudo na boca, não faz mal algum, pois o feijão para o ser humano, mesmo cru, é digerido. Mesmo assim, é preciso colocar o "veneno" em lugares seguros, longe do alcance das crianças, isto é, onde crianças não costumam transitar, porque a urina de ratos, em alimentos (no feijão triturado, no caso) pode conter Leptospirose, contaminação microscópica que pode matar seres humanos de qualquer idade, se não tratadas a tempo! 
Só ISSO, COMO CUIDADO! 
DIVULGUEM, POR FAVOR!  
NÃO TEM CONTRA INDICAÇÃO. REPASSEM, POR FAVOR!         
O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE DE TODOS AGRADECEM! VAMOS PARAR DE UTILIZAR PRODUTOS QUÍMICOS A TODO MOMENTO!          
HELENA DE OLIVEIRA SCHWARTZ   Educadora Ambiental na ONG Makaya / Casa do Zezinho Estudante de pós-graduação em Gerenciamento Ambiental pela ESALQ - USP         Bióloga Licenciada e Bacharel pela UNESP - Campus Botucatu  
Contato: (11) 3667-3353 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (11) 3667- _of_the_skype_highlighting / Celular TIM: (11) 99372-2214.     

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

RESPOSTA DE UM MINEIRO AO PEDIDO DE CARIOCAS NO "VETA, DILMA" SOBRE OS ROYALTIES DO PETRÓLEO

Recebo via e-mail do pesquisador científico Jardes Caiçara (foto) de Campina Grande, um texto instigante a cerca do estado de Minas Gerais no debate da nova divisão dos royalties do petróleo.
O texto é de um anônimo que se autointitula como o professor JOCA da cidade mineira de Januária. Na verdade é um rosário de lamúrias contra os políticos fluminenses (chega a mandar o governador, Sérgio Cabral, vá te catar!), mas perde na consistência.
Aécio curtindo o Rio
Em primeiro lugar, será o professor quer os políticos cariocas defendam o estado de Minas? Cadê os políticos mineiros que a tudo assiste impassível! E vejam que o estado é praticamente monolítico sob a liderança do senador Aécio Neves. Um bon vivant famoso, que vive mais na boêmia do Rio do que no senado federal ou no seu estado! Nenhuma vírgula sobre o bon vivant! Este que jamais levantou a voz para protestar pelo fato das sedes e as da VALE, usina de FURNAS e da CSN ficarem no Rio de Janeiro!
Outro lapso crasso do texto. Passa ao largo à decisão do ex-presidente Lula que decidiu que a nova divisão recursos do pré-sal se destine, em sua grande maioria, para a educação. Os políticos vivaldinos aliados à elite brasileira destoam o verdadeiro debate, levando-o para disputas regionais! Povo analfabeto é mais fácil fica no seu lugar de bucha de canhão. Se os recursos dos royalties de novas áreas de petróleo no país forem para a educação não veremos problemas que o professor levanta: “Acho um absurdo ver crianças de outras regiões mais pobres do Brasil estudando em salas de aula sem luz, sentadas duas ou três numa mesma cadeira, quando há cadeira, enquanto que a prefeitura de Macaé/RJ gasta, torra, esbanja, joga fora dinheiro pintando de cores berrantes passeios públicos!”. O professor berra muito, mas não sabe atirar!
E o professor Joca cai como um patinho! Desfila dados como “Depois veio o ciclo do minério de ferro, até hoje principal item da pauta de exportações brasileiras” o que não é mais uma realidade. Mais “quem estudou geografia sabe que Minas Gerais é a "caixa d'água do Brasil”, e a Amazônia que detém quase 30% da água doce do mundo?
E pelos ufanismos ele erra por falta de inteligência:Minas Gerais carregando o Brasil nas costas e, de vinte anos para cá, ajudada pelo Pará em razão das reservas de minério de ferro descobertas nesse Estado”. O mal do Brasil passa exatamente aí: exportação de produtos in natura! E além do mais não são os minérios em estado bruto que detém a maior receita de exportação.
   E o professor na sua verborragia olvida cabal- mente a nossa injusta tribu- tação. O impos- to de renda que cobra alíquotas dos mais pobres praticamente i- guais aos dos mais abastados.
Ou ainda o ICMS que obriga os estados consumidores a pagarem 7% deste imposto aos estados produtores. Este sistema cruel só existe no Brasil. Pelo que eu conheço os impostos de circulação de mercadoria é totalmente do estado consumidor. Calculem o quanto é canalizado de recursos, principalmente por São Paulo, para os estados produtores com esta taxação de 7%. Dinheiro que saem dos estados pobres para os mais ricos.