sábado, 19 de outubro de 2013

PM que baleou ladrão de moto recebe a honraria mais alta da corporação

O policial militar que deu dois tiros em um assaltante (veja o vídeo) no último sábado (12) na Penha, zona leste de São Paulo, foi condecorado com a medalha Láurea de Mérito Pessoal em 1º Grau. Esse é o grau mais alto de honraria que a PM concede a profissionais que se destacam em atos de bravura. 
O oficial está afastado por alguns dias devido a uma cirurgia que já estava marcada. Ele continua exercendo suas funções na corporação e não sofreu nenhuma punição.
Em nota, a Polícia Militar disse que "as imagens mostram uma ação legítima, praticada segundo o procedimento operacional padrão e a postura do oficial em seu horário de folga, pondo em risco a própria vida, demonstra profissionalismo e devoção à causa pública". 
Em entrevista à rádio Bandeirantes, o oficial que pediu para não ser identificado, disse que a ação foi bem sucedida pois reduziu a possibilidade de resistência do assaltante. O policial disse que só reagiu e atirou no bandido quando "ele resistiu e tentou tirar a arma da cintura". 

O CRIME 

O vigilante se dirigia ao Salão Duas Rodas, que acontecia no Anhembi, zona norte da capital, quando foi abordado por dois homens no cruzamento das Doutor Assis Ribeiro e Gabriela Mistral, na Penha. O crime ocorreu por volta das 15h de sábado (12). 
Leonardo Santos estava na garupa de uma Honda Twister vermelha. No vídeo é possível ver que ele aponta uma arma para a vítima e exige que ele entregue o veículo. 
Em seguida, Santos sobe na moto e guarda a arma na cintura. Segundo a Polícia Civil, um policial militar fardado, que estava parado no sentido oposto da via, dá voz de prisão aos assaltantes. 
Ao ver o policial, o assaltante põe a mão na cintura e aponta o revólver calibre 38 para o PM, que reagiu fazendo dois disparos contra ele. 
Em nota, a Polícia Militar informou que "a análise preliminar do vídeo sugere que a ação do policial militar foi legítima e correta, com a observância das técnicas policiais. No vídeo de 2 minutos e 13 segundos, aos 59 segundos é possível ver nitidamente que o assaltante apontou sua arma em direção ao PM". 
A corporação disse que o policial "demonstrou preparo e compromisso com a causa pública, defendendo a sociedade de criminosos violentos". 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

OLHA ..... O CAFEZINHO !

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico.
Na fuga, cada um tomou um rumo diferente.
Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade.
Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou.
Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas.
Voltou magro, faminto, alquebrado.
Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado.
E voltou ao Jardim Zoológico, gordo, sadio, vendendo saúde.
Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer...
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltaste então para cá? Tinham-se acabado os funcionários?
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba... É que eu cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que comi o desgraçado que servia o cafezinho... Estraguei tudo!
MORAL DA HISTORIA:
 Nunca mexam com pessoal do cafezinho!!!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O policial cumpriu seu dever. As redes sociais é que estão fora de si 174


Leonardo Sakamoto


   Um rosário de lei-tores pediu mi-nha opinião so-bre o caso do policial militar que deu voz de prisão a dois bandidos que haviam acabado de roubar uma moto a mão armada. Como um deles esboçou uma reação, o policial atirou duas vezes, ferindo-o na perna e no abdômen. Toda a ação foi gravada por uma câmera da vítima.
Sobre o ato em si, não há muito o que dizer. Na minha opinião, o policial cumpriu seu dever.
Não gosto de assaltos a mão armada e não gosto de pessoas baleadas. Não quero que vítimas sejam abatidas, nem policiais, nem assaltantes. Aliás, não quero ninguém ameaçando a vida de ninguém. Mas não importa do que gostemos, a vida acontece independentemente disso. Diminuir a chance de assaltos e de pessoas baleadas está a nosso alcance, mas isso é outra história.
De qualquer forma, é um caso trágico em todos os sentidos, que não deveria ser comemorado.
         Contudo, o que vi nas redes so-ciais após o ca-so foi uma ca-tarse, com hor-das celebrando que uma pessoa foi abatida. Li gente pedindo sangue, literalmente. E, apesar de  não ser um caso de “justiça com as próprias mãos”, mas sim de ação da força policial, vi quem se aproveitasse da situação para exigir que julgamentos sumários sejam feitos para acabar com a criminalidade.
Chega de julgamentos longos e com chances dos canalhas se safarem ou de “alimentar bandido” em casas de detenção. Execute-os com um tiro, de preferência na nuca para não gastar muita bala, e resolve-se tudo por ali mesmo. Limpem a urbe para os “homens de bem”.
Neste momento do texto, alguém com graves problemas cognitivos dirá: “ah, você já vai começar a defender bandido”" Não vou tentar explicar, novamente, que não, pois perdi a esperança de que esse tipo de pessoa venha a entender esse debate. Estou falando com os outros, que podem discordar desse ponto de vista, mas que absorvem o contraditório e refletem sobre ele.
     O Es- tado – esse cre- tino opressor de uma figa – está aí para impedir uma catástrofe maior – pelo me- nos, enquanto não tivermos consciência o suficiente para tomar o seu papel.
E, como já disse aqui antes, ao criticar esse discurso fácil que defende execuções públicas, não estou do lado do “bandido”, mas sim do pacto que os membros da sociedade fizeram entre si para poderem conviver em harmonia. Em suma, abrimos mão de resolver as coisas por nós mesmos para impedir que nos devoremos. E que, em uma decisão equivocada tomada na solidão emotiva do indivíduo, mandemos para a Glória alguém inocente.
Para muita gente, execuções sumárias são lindas, seja feita pelas mãos da população, seja pelas do próprio Estado, ao caçar traficantes em morros cariocas ou na periferia da capital paulista. Se com o devido processo legal, inocentes amargam anos de cadeia devido a erros, imagine sem ele?
      De tem- pos em tempos, a violência causada pelo crime organizado retorna com força ao noticiário, normalmente no momento em que ela desce o morro ou foge da periferia e no, decorrente, contra-ataque. Neste momento, alguns aproveitam a deixa para pedir a implantação de processos de “limpeza social” e de execuções de bandido.
Mas, como todos nós sabemos, a pena de morte já existe em São Paulo e no Rio de Janeiro, apesar de não institucionalizada, como instrumento de controle policial ou de justiciamento pelo crime organizado. Há também milícias, envolvendo policiais, que se especializaram nisso, inclusive, ao avocar para si o monopólio da violência que, por regra, deveria ser do Estado.
Para contrapor os bandidos, muitos defendem o terrorismo de Estado ao invés de buscar mudanças estruturais (como garantir real qualidade de vida à população para além de força policial dia e noite).
Novamente, para quem desligou o cérebro: ninguém está defendendo o crime, muito menos bandidos e traficantes (defendo a descriminalização das drogas como parte do processo de enfraquecimento dos traficantes e pelas liberdades individuais, mas isso é outra história).
Boa parte da população, apavorada pelo discurso do medo, mais do que pela violência em si, tem adotado a triste opção de ver o Estado de direito com nojo. O que anos de políticos imbecis, apresentadores de TV safados e estruturas conservadoras, como a família, a igreja e a escola, têm pavimentado dificilmente será desconstruído do dia para a noite.
Do meu ponto de vista, Justiça divina não existe. O universo não conspira a favor ou contra nada. Se alguém morre ou alguém vive não é por culpa do capeta ou graças a Deus. Por isso, desejo tanto que nossa Justiça funcione aqui e agora, punindo culpados, de acordo com o Código Penal, e prevenindo as origens da criminalidade, de acordo com a Constituição. Ladrões de motos ou empresários que desviam milhões, da mesma forma. O que está em jogo aqui é que tipo de Estado e de sociedade que estamos nos tornando ao defendermos Justiça sem o devido processo legal ou com as próprias mãos.
Lembrando que o poço não tem fundo.


Professor que assumiu homossexualidade é apedrejado até a morte

A hipótese de crime homofóbico está sendo investigada pela polícia.

Aluna contou que o professor era uma pessoa divertida e que amava o que fazia. “Ontem, durante a aula, ele estava tão alegre; falou que iria viajar, é inacreditável”.
Foi encontrado morto no começo da manhã desta sexta-feira, 11, no fundo da Escola de Tempo Integral (ETI) Eurídice de Melo, no Jardim Aureny III, em Palmas, o professor Arione Pereira Leite, de 56 anos. Ele foi apedrejado na cabeça, sofreu afundamento craniano e morreu no local.
O corpo estava próximo ao carro da vítima, na Rua 26. Uma das três filhas de Arione foi até o local e fez a identificação do cadáver, uma vez que não foram encontrados documentos pessoais com o professor. De acordo com a Polícia Militar (PM), a pedra usada no crime tinha cerca de 15 cm de diâmetro.
Professor que assumiu homossexualidade é apedrejado até a morte
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e após a confirmação da morte do professor, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da capital. A lideração deve ocorrer nas próximas horas.
Natural da cidade de Novo Acordo, Arione morava na quadra 1.104 sul e dava aulas de português na Escola Municipal Aurélio Buarque, onde trabalhava há 5 anos. Segundo amigos, ele havia assumido a homossexualidade recentemente. A hipótese de crime homofóbico está sendo investigada pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Abalada, Bethânya Gabrielle, que era aluna da vítima, contou, em entrevista à REDE TO, que Arione era uma pessoa divertida que amava o que fazia. “Ontem durante a aula, ele estava tão alegre; falou que iria viajar, é inacreditável”, disse.

O presidente do Grupo Ipê Amarelo pela Livre Orientação Sexual, Henrique Ávila, afirmou que só este ano, foram três homicídios motivados por razões homofóbicas na capital tocantinense. “Estamos entristecidos com a notícia e isso só reforça a necessidade do governo em criar medidas emergenciais para o fim da homofobia em nosso estado, pois os crimes de ódio só estão aumentando e o governo não toma uma postura diante de tudo”, afirmou.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Quase 2 milhões de famílias aumentaram renda e abriram mão do Bolsa Família

A turma que deu adeus à ajuda federal equivale a 12% das 13,8 milhões famílias atendidas atualmente. 


Correio Braziliense - Renata Mariz e Étore Medeiros


 (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)


Ao unificar e aperfeiçoar diferentes programas sociais, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva abusava da metáfora do peixe para se defender dos que acusavam o então recém-lançado Bolsa Família de projeto meramente assistencialista. Passados 10 anos da iniciativa, 1,7 milhão de famílias conseguiram “aprender a pescar”. Deixaram de receber o repasse mensal, cujo valor médio é de R$ 152,35, porque conseguiram aumentar a própria renda, extrapolando o limite de R$ 70 per capita. A turma que deu adeus à ajuda federal equivale a 12% das 13,8 milhões famílias atendidas atualmente. Sem contar as 6 milhões que saíram do programa por outros motivos, como deixar de cumprir as condicionalidades e fraudes.

Não há resposta exata sobre o que o número significa. Para o professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Feldmann, fica claro que o governo não conseguiu ensinar a pescar. “Mas dar o peixe, apenas, também era importante, pois havia gente passando fome no país”, assinala. Ele considera que, passados 10 anos de Bolsa Família, seria necessário investir mais na qualidade da escola. “Talvez criando uma prova nacional, para avaliar o desempenho das crianças, só exigir frequência ajuda, mas não muda a realidade”, afirma Feldmann.


Prêmio na escola

Moradores de Valparaíso (GO), Carlos Espíndola e Regiane Dias de Albuquerque, que recebem R$ 95 mensais do Bolsa Família, contam que já mantinham o cartão de vacinação das crianças sempre atualizado e acompanhavam de perto o desempenho escolar dos três filhos — um garoto e duas meninas. Elas foram inclusive premiadas no colégio pelo comportamento e pelo desempenho exemplares.

“O Bolsa Família serviu como mais uma ajuda para o orçamento, em benefício das crianças. Compramos coisas para a escola e também cuidamos da alimentação. Elas adoram leite, e o biscoito também não pode faltar”, conta o mecânico, que ensina as crianças a regrarem o consumo dos lanches, para não faltar no fim do mês.


Motociclista diz que PM foi "santo homem"

Ação criminosa, que terminou com um bandido baleado, foi registrada por câmera no capacete da vítima


Ao parar em um semáforo com sua motocicleta, a vítima foi abordada por dois criminosos em outra moto, sendo que um deles o ameaçou com um revólver. Quando se preparava para fugir, a dupla foi surpreendida por um cabo da PM que passava pelo local de carro. Fardado, o agente atirou duas vezes contra o bandido armado, que caiu ferido e foi preso. O outro ladrão conseguiu fugir.

"Foi meu salvador. Na hora eu pensei: 'Graças a Deus que apareceu um santo homem na minha frente para resolver a situação' ", disse o motociclista assaltado, que trocou poucas palavras com o policial e apenas teve a chance de agradecê-lo.

A vítima, que teve sua identidade preservada, confessou que teve medo de morrer ao pensar que o bandido poderia ter disparado se tivesse notado a câmera acoplada em seu capacete. "Ele estava com o dedo no gatilho", afirmou.

Em conversa com a BandNews FM, o motociclista disse pode se desfazer do veículo após o susto. "Estou pensado em passar ela para frente, em vender, não desejo isso para ninguém", justificou.

O assaltante ferido levou dois tiros e foi levado para o pronto-socorro do Hospital do Tatuapé, onde foi atendido. Segundo a instituição médica, ele passa bem e não corre risco de morrer.



domingo, 13 de outubro de 2013

Os novos cenários na pesquisa só beneficiam Dilma

 Os novos cenários na pesquisa só beneficiam Dilma
Enganou-se o presidenciável Eduardo Campos ao prever que a sua aliança com Marina Silva provocaria um "terremoto" na campanha presidencial. Por enquanto, pelo menos, isso não aconteceu, como mostra a primeira pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado, com os novos cenários para 2014.
Ao contrário, sem Marina no cenário mais provável, em que Eduardo é o candidato do PSB e, Aécio Neves, o do PSDB, os números só beneficiaram a presidente Dilma Rousseff, que ampliou sua vantagem para vencer já no primeiro turno.
Com o dobro das intenções de voto de Aécio ( 42% a 21%) e 27 pontos à frente de Eduardo, Dilma também venceria em qualquer simulação de segundo turno, quando são incluídos os nomes de Marina e do tucano José Serra, que ainda não desistiu da sua candidatura presidencial. Com 36%, Serra só lidera a tabela dos índices de rejeição.
É preciso lembrar que a pesquisa foi feita após o grande carnaval promovido na mídia com a inesperada aliança da Rede de Marina com o PSB de Eduardo, que ocuparam todos os espaços do noticiário político durante a última semana, e ainda tiveram os 10 minutos de um programa muito bem produzido, levado ao ar na última quinta-feira.
O governador pernambucano Eduardo Campos, que passou a semana administrando os primeiros atritos entre marineiros e socialistas, e adiou para 2014 a decisão sobre quem vai ser candidato a presidente pelo PSB, tem pelo menos um motivo para comemorar. Pela primeira vez, o ex-aliado de Lula aparece com dois dígitos na pesquisa, chegando a 15% em diferentes cenários.
O quadro é ainda mais favorável para o PT na tabela da intenção de voto espontânea, que não chegou a ser destacada na análise da Folha. Sem a apresentação de nomes dos candidatos, Dilma tem 17% e Lula 6%, enquanto Aécio e Marina empatam em 4%, e Serra e Eduardo aparecem com 2% cada um. Com Dilma e Lula (23%), o PT tem quase o dobro das intenções de voto nos demais candidatos (12%) nesta pesquisa.
De toda forma, repito mais uma vez que é muito cedo para se fazer análises definitivas sobre a eleição de 2014, enquanto não forem divulgadas novas pesquisas e não se tiver uma visão mais clara sobre as projeções dos indicadores econômicos do país nos primeiros meses de 2014. Passada a euforia dos que estavam em busca de uma terceira via para enfrentar o favoritismo de Dilma, esta pesquisa do Datafolha recoloca a disputa presidencial praticamente no mesmo patamar daquelas que foram divulgadas no primeiro semestre, sem grandes novidades.
FONTE: Blog do Kotscho