Sem nenhum preconceito, até porque não sou nenhuma menininha, mas o fato é que a oposição envelheceu.
Deixou que Lula e o PT lhe roubassem os principais programas e bandeiras, ficou atordoada com os avanços sociais de Lula e não soube ir além, consome excesso de energia em disputas internas e, como disse o ex-presidente Itamar Franco à revista "Época", está com a bússola avariada, sem norte e sem saber para que lado o Leste fica.
Um dos problemas, segundo o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo para a revista "Interesse Nacional" antecipado pela Folha, é que a oposição tem de parar de perseguir a simpatia e o voto do que chamou de "povão" e também dos movimentos sociais tradicionais para passar a investir na nova classe C e na classe média ainda resistente ao petismo. Ele não disse, mas é como se dissesse, que ficar atrás dos beneficiados do Bolsa Família e de centrais e movimentos comprados por Lula seria como dar murro em ponta de faca.
Foi um deus-nos-acuda no PSDB, que vive tentando exorcizar o fantasma do elitismo, e no Dem e no PPS. Até o cordato senador Aécio Neves, candidato a candidato em 2014, discordou, lembrando que, em Minas, as classes C e D são tucanas.
Olha só a coincidência: Itamar e Fernando Henrique são octogenários (FHC faz 80 em junho) e são eles os provocadores, os que lançam idéias, críticas, debates. Como também fazem Roberto Freire, do PPS, que está a um ano dos 70, e Jarbas Vasconcelos, da dissidência do PMDB, que já passou disso.
Uma boa pergunta, portanto, é: cadê os jovens da oposição? Afora um ou outro, como o deputado ACM Neto, do DEM, que está se esfalfando, onde estão os outros? Fazendo o quê? Defendendo o quê?
O PT reclamava muito de como era duro ser oposição, mas chorava de barriga cheia. Na verdade, nunca foi tão duro ser oposição como agora. E, com o PSD do Kassab comendo pelas bordas, sempre pode piorar.

Massacre na escola em 1996 provocou comoção nacional na Grã-Bretanha
Um massacre ocorrido numa escola primária da Escócia, em 1996, gerou uma campanha popular que culminou na proibição total das armas de fogo no país, um ano depois.
No dia 13 de março de 1996, o ex-líder escoteiro Thomas Watt Hamilton, de 43 anos, invadiu um ginásio da Escola Primária Dunblane, na cidade escocesa de mesmo nome, e matou 16 crianças e um professor, antes de se suicidar.
As crianças mortas tinham entre 5 e 6 anos de idade. Uma professora de 45 anos também foi morta ao tentar proteger seus alunos. Outras 11 crianças e três adultos ficaram feridos.
O caso gerou comoção no país e levou à criação de várias associações de defesa do controle de armamentos. O ginásio onde ocorreu o massacre foi demolido e a escola foi totalmente reformada.
Abaixo-assinado
Um abaixo assinado pedindo a proibição das armas de fogo no país, que teve apoio do jornal The Daily Mail, um dos mais populares tablóides britânicos, reuniu mais de 700 mil asssinaturas.
A Grã-Bretanha já tinha uma das legislações mais restritivas do mundo em relação à concessão de posse de armas, mas pouco após o massacre na escola, no começo de 1997, o governo britânico estabeleceu a proibição completa da posse de pistolas com calibre superior a 22, seguindo as recomendações de um relatório sobre o incidente escrito pelo lorde Douglas Cullen.
Meses depois, o novo governo trabalhista, que havia recém tomado posse, ampliou a proibição para todas as pistolas, de qualquer calibre.
A lei prevê apenas algumas poucas exceções, como no caso de armas carregadas com pólvora consideradas antiguidades, armas de interesse histórico cujas munições não sejam mais fabricadas ou pistolas de ar.
A Grã-Bretanha tem um dos menores índices de homicídios por armas de fogo em todo o mundo. Segundo as estatísticas oficiais, apenas 43 pessoas foram mortas por armas de fogo no país no ano fiscal de 2009/2010 - 41 na Inglaterra e no País de Gales e apenas 2 na Escócia.
Fonte:BBC
Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.













Luiza Paula da Silveira (Foto: Bernardo Tabak/G1)
Karine Lorraine Chagas de Oliveira (Foto: G1)
Larissa dos Santos Atanázio (Foto: Reprodução)
Rafael Pereira da Silva (Foto: G1)
Samira P. Ribeiro (Foto: Reprodução/Ag. O Globo)
Mariana Rocha de Souza (Foto: Reprodução)
Ana Carolina P. Silva ( Reprodução/Ag. O Globo)
bianca Rocha Tavares (Foto: Reprodução/TV Globo)
Géssica Guedes Pereira (Reprodução/TV Globo)




Ironia do destino. Todo mundo fala que o Lula fez aliança comigo porque eu representava segurança e não risco, justamente para isso que se chama mercado. Hoje, dizem que eu sou o risco. Isso não é estranho?