sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Reservatório da Cantareira atinge menor nível em 39 anos

FELIPE SOUZA
MOACYR LOPES JUNIOR
DE SÃO PAULO

Em 39 anos de operação do reservatório da Cantareira, o principal fornecedor de água para a Grande São Paulo atinge o seu nível mais crítico: 22,4% da capacidade total.
A afirmação é do diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto.
Há um ano, 52% dos reservatórios estavam completos.
Segundo Yoshimoto, a quantidade de chuva no reservatório nos últimos dois meses é a menor desde 1930, quando começou a medição. Em dezembro de 2013 choveu 60 mm -o menor número havia sido de 104 mm.
Houve 87,7 mm de chuvas na região desde o início do ano. A média para o mês é de até 300 mm. "A capacidade de armazenamento das nossas represas é de 1 bilhão de m³ de água, mas neste ano só temos 222 milhões", diz.
Segundo ele, a previsão estendida do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) é que as chuvas voltem a atingir a região da Cantareira a partir da segunda semana de fevereiro. "Este é um verão totalmente anormal", diz o diretor.

Para evitar mais problemas, cerca de 1,6 milhão de habitantes da zona leste de São Paulo, em bairros como São Miguel Paulista, Vila Carrão e Itaim Paulista, estão sendo abastecidos pela bacia do Alto do Tietê.
A empresa tem investido em anúncios em TVs e jornais para incentivar o consumo moderado de água.
O diretor afirmou que a Grande São Paulo também tem o abastecimento prejudicado devido à sua localização. "Nós estamos na nascente do Tietê, mas temos população e produção muito grandes, o que prejudica."
A Sabesp abriu uma licitação, por meio de uma parceria público-privada, para construir uma adutora para buscar água na represa do rio São Lourenço, na bacia do Ribeira do Iguape, para abastecer mais 1,5 milhão de pessoas. Já há um consórcio vencedor. A construção custará R$ 2,2 bilhões e deve ser concluída em 2018. 


Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Técnico monitora nível baixo de represa do sistema Cantareira na Grande São Paulo

Técnico monitora nível baixo de represa do sistema Cantareira na Grande São Paulo


Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Gerente de recursos hídricos da Sabesp caminha próximo a comporta de represa do sistema Cantareira

Gerente de recursos hídricos da Sabesp caminha próximo a comporta de represa do sistema Cantareira






quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Há 45 anos, Dilma se tornava clandestina; locais por onde ela passou vão virar roteiro em BH

Casa na rua Itacarambi, bairro São Geraldo,
em Belo Horizonte, onde funcionava
o Colina (Comando de Libertação Nacional),
rupo guerrilheiro que combatia a ditadura militar
Carlos Eduardo Cherem 
Do UOL, em Belo Horizon
  • No início da manhã de 29 de janeiro de 1969, há 45 anos, policiais civis de Minas Gerais estouram o "aparelho" (esconderijo) do Colina (Comando de Libertação Nacional), grupo guerrilheiro que combatia a ditadura militar, na casa de número 120, na rua Itacarambi, bairro São Geraldo, em Belo Horizonte. Na véspera, os militantes do Colina assaltaram uma agência do Banco da Lavoura de Minas Gerais, em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte.
Houve intenso tiroteio entre os sete integrantes do grupo que estavam na casa –-Jorge Nahas, Maria José Nahas (sua esposa à época), Afonso Celso Lana Leite, Murilo Pinto Pezzuti, Júlio Bitencourt, Nilo Sérgio Macedo e Maurício Paiva-– e os policiais civis.
O subinspetor Cecildes Moreira Faria e o guarda-civil José Antunes Ferreira foram mortos. O investigador José Reis de Oliveira foi ferido. Os guerrilheiros foram presos. Alguns foram cobaias em aulas de tortura da ditadura militar.
Poucas horas após a queda do aparelho, a presidente Dilma Rousseff, 66, e o marido Cláudio Galeno, militantes do Colina, fogem do apartamento 1.001 do edifício Condomínio Solar, na avenida João Pinheiro, 85, zona central da capital mineira. Dilma entra na clandestinidade e passa a dormir cada noite em local diferente.
A residência do professor de origem búlgara Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva, que não conheciam o grau de envolvimento de Dilma com as atividades do grupo, é vigiada pela polícia. Perseguido na cidade, o casal muda-se para o Rio de Janeiro. Dilma tinha 21 anos e havia concluído o segundo ano de economia na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
  • Carlos Eduardo Cherem/UOL
    Colégio Estadual Central, atual Escola Estadual Milton Campos, em Belo Horizonte, onde a presidente Dilma Rousseff estudou
"Tínhamos de tirar ela [Dilma] e o Galeno rapidamente dali. Eles não podiam mais ficar porque iam ser presos. (...) Nós não participávamos das ações de 'expropriações' [assaltos a bancos], ficávamos na retaguarda", diz o ex-militante do Colina Jurandir Persichini Cunha, 68. O ativista tinha 23 anos à época e cursava comunicação social na  UFMG.
O ex-guerrilheiro Jorge Nahas, 68, que participou do tiroteio da rua Itacarambi, diz que a Polícia Civil, quando empreendeu a operação, já havia avançado na condução das investigações sobre o Colina, e não restava outra alternativa aos militantes que estavam em liberdade a não ser entrar na clandestinidade.
"Eu fazia parte do grupo que executava as ações de guerrilha, sobretudo as 'expropriações' [assaltos]. A Dilma era do grupo responsável pelas ações políticas junto a estudante e trabalhadores. Mas a polícia havia estabelecido a relação dos dois grupos. Na ocasião, ela [Dilma] teve de entrar na clandestinidade senão seria presa", afirmou Nahas. Em 1969, ele tinha 23 anos e estudava medicina na UFMG.

Locais de resistência

A Belotur, empresa de turismo do município, está finalizando a elaboração de um roteiro de resistência ao regime militar em Belo Horizonte. Os locais que marcaram a militância de Dilma Rousseff na cidade foram identificados e mapeados para constarem do catálogo. A publicação será lançada em 31 de março, quando o golpe militar de 1964 completa 50 anos.
"É uma data emblemática para o lançamento da publicação que é um guia, com 16 roteiros de 'lugares de memória', que incluem 'locais de resistência', que têm relação com a história da presidente", afirma o presidente da Belotur, Mauro Werkema.
Além da casa da rua Itacarambi onde funcionou o aparelho frequentado pela presidente e o edifício Condomínio Solar, onde Dilma morou, o roteiro inclui ainda "locais de resistência", como o antigo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), na avenida Afonso Pena, 2.351, bairro Funcionários, e o antigo Colégio Estadual Central, na rua Fernandes Tourinho, 1.020, bairro de Lourdes, onde Dilma estudou e iniciou sua militância política.

Troca de prisioneiros

A presidente Dilma Rousseff viveu na clandestinidade por 12 meses. Em 16 de janeiro de 1970, ela foi presa em São Paulo. Depois de ter sido torturada na prisão, foi libertada em 1973 e mudou-se para Porto Alegre.
No Rio Grande do Sul, terminou o curso de economia que havia interrompido, e construiu sua carreira política que levou-a a presidência, como a primeira mulher a governar o país.
Jorge Nahas foi libertado em junho de 1970, na troca de 40 prisioneiros pelo  embaixador alemão Ehrenfrid von Holleren, seqüestrado por guerrilheiros no Rio de Janeiro. Nahas viveu em Cuba até 1979, onde terminou o curso de medicina, e voltou ao país com a anistia.
Ele especializou-se em administração hospitalar e filiou-se ao PT. Foi coordenador de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde, superintendente da Fhemig (Fundação Hospitalar de Minas Gerais) e secretário municipal de Políticas Sociais de Belo Horizonte. Prestes a se aposentar, Nahas mora no Sítio Coxo D´Água, em Rio Acima, região metropolitana de Belo Horizonte.
Jurandir Persichini Cunha viveu poucos meses na clandestinidade e, novamente, foi preso e torturado. Mas conseguiu terminar o curso de comunicação na UFMG. Em 1970, tornou-se jornalista.
Cunha passou pelos principais órgãos de comunicação do país e, taxado de "comunista", enfrentou muitas dificuldades para manter-se no mercado de trabalho, até a redemocratização do país, na década de 1980. Na "Rede Globo", foi o responsável pela criação da extinta Olimpíadas do Operário, que dirigiu durante muitos anos.
Atualmente, trabalha na Controladoria Estadual de Minas Gerais e vai se aposentar brevemente.




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Na disputa pelo Senado, nem mesmo ex-presidentes têm vantagem assegurada

Em Alagoas, Collor pode ter enfrentamento com Heloísa Helena


O senador Fernando Collor (PTB-AL) tentará a reeleição com apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e poderá ter novo embate nas urnas com Heloísa Helena, que foi eleita vereadora em Maceió pelo PSOL, mas sonha em voltar ao Senado. Outro ex-presidente que poderá tentar a reeleição como senador é José Sarney (PMDB-AP), que não definiu ainda se irá se candidatar novamente, a despeito de pressão de parte do PMDB para que ele mantenha a vaga para o partido.
No Ceará, o ex-senador tucano Tasso Jereissati deve voltar a disputar o Senado para dar palanque forte ao candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, atrapalhando os planos do deputado petista José Guimarães (CE). Jereissati poderá formar chapa com o senador Eunício Oliveira (PMDB), que sonha com a vaga ao governo. O PT, por sua vez, idealiza um acordo entre o PROS, dos irmãos Cid e Ciro Gomes, e o PMDB.
A disputa sequer é fácil para alguns governadores, que não poderão se reeleger. Roseana Sarney (PMDB), do Maranhão, antes favorita, pode ter dificuldades contra um candidato forte da oposição, o deputado Roberto Rocha (PSB), que tem o apoio do candidato do PCdoB ao governo do estado, Flávio Dino, além de contar com o empenho de Eduardo Campos. No Piauí, o atual governador Wilson Martins (PSB) disputará com o senador João Vicente Claudino (PTB). Um grande acordo PTB/PP e PT poderá fortalecer Claudino e dificultar a eleição de Martins.
Consagrados, peemedebistas podem ficar de fora da disputa
Senadores que fizeram história nos últimos anos estão com dificuldade para conquistar a reeleição e podem até sair de cena na disputa deste ano. Entre eles estão os peemedebistas Pedro Simon (RS), que tem dúvidas se sairá candidato, e Jarbas Vasconcelos (PE), que ainda não teve a confirmação de que será apoiado pelo governador Eduardo Campos (PSB).
Simon vinha dizendo que não tentaria novo mandato, mas o fará se houver um pedido do PMDB. Recentemente, Simon declarou que não fugiria da disputa contra Lasier Martins (PDT), jornalista cujo nome está bem cotado nas pesquisas eleitorais.
Sem apoio do PMDB nacional e na oposição à presidente Dilma Rousseff, Jarbas Vasconcelos contava com o reforço do presidenciável Eduardo Campos, que parece não vir. A disputa interna no PSB pernambucano pela governo do estado é grande, e isso poderá fortalecer a escolha do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho para a vaga do Senado. Pelo PT, o nome seria o do ex-prefeito e hoje deputado João Paulo Lima, em composição que teria como candidato ao governo o senador Armando Monteiro (PTB).
O senador tucano Álvaro Dias (PR), voz mais atuante da oposição no Senado, pode perder a vaga, se o PT, que lançará ao governo do Paraná a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), conseguir convencer seu irmão, Osmar Dias (PDT), a compor a chapa petista. Se Osmar não concorrer, André Vargas (PT) disputará contra o tucano.





sábado, 25 de janeiro de 2014

Empresária paraibana revela esquema de propina envolvendo ex-ministro

domingo, 19 de janeiro de 2014

A filha de Roseana Sarney foi assaltada em São Luís!



Dr. Pêta abre o Colunaço deste domingo com um caso de polícia!!! Mas não é um caso de polícia qualquer…, é um assalto contra a filha da governadora do Maranhão!!! Isso mesmo, a violência foi ‘bater’ no ponto mais poderoso do Estado!!! Assaltaram a filha da governadora!!! 
     Pois é…, foi terça-feira à noite!!! Ela estava chegando no Kitaro da Lagoa com uma amiga, quando um assaltante armado a atacou e tomou a bolsa, com dinheiro, documentos, celular e seu iphone!!! Não houve reação e, portanto, tudo acabou sem maiores consequências…, a não ser a consequência da repercussão, a consequência da falta de limite da bandidagem, que chega ao ponto mais poderoso do estado, desafiando por completo a autoridade maior do Maranhão!!! E não me venham dizer que foi coincidência!!!

       Aí tem!!! O caso foi intei- ramente abafado, mas Dr. Pêta, que não ‘dorme’, che- cou tudo!!! A Inteligência da Po-lícia foi acionada, rastreou no GPS do celular da filha da governadora e localizou a casa do assaltante, ali pras bandas da Ilhinha!!! Conhecido como ‘De Menor’, o ladrão foi o mesmo que, meses atrás, assaltou uma filha do deputado estadual Raimundo Louro!!! A polícia foi na casa, mas só encontrou ‘fumaça’ do assaltante, que teria ‘escapulido’ para a Vila Embratel!!! Vixi, Maria, ‘emblemática’ essa!!! Dessa vez botaram mesmo foi pra ‘desmoralizar geral’!!!





sábado, 18 de janeiro de 2014

O Maranhão é um estado rico!






Bem-vindo à Idade Média, diz 'The Economist' sobre prisões do Maranhão

BRASÍLIA – Em crise, o sistema penitenciário no Maranhão é chamado de “infernal, superpopuloso, violento e brutal” em reportagem publicada na edição desta semana da revista inglesa “The Economist”, divulgada nesta quinta-feira. Na reportagem, que compara as prisões brasileiras às da Idade Média, a publicação destaca que com mais presidiários entrando do que saindo dos presídios a cada ano, o país se afasta de uma solução, e investimentos no setor não acontecem na velocidade necessária.

Após descrever as imagens do vídeo que mostra presos decapitados no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, a reportagem destaca que o vídeo “fez muitos brasileiros acordarem para a situação infernal nas prisões do país”.

Segundo a reportagem, no papel, as prisões brasileiras são o paradigma da modernidade, mas “medievais” na prática, com exemplos de celas feitas para comportar 12 pessoas mas que abrigam até 62 detentos. “As gangues preencheram o vazio deixado pelo Estado. Em troca de lealdade e uma taxa de adesão, as gangues oferecem proteção, trazem insumos básicos, levam as famílias de ônibus para as visitas e até pagam advogados”, destaca a reportagem.

Ao contabilizar as mortes nas prisões, a “Economist” afirma que a “severa superpopulação é a raiz do problema”, com a população brasileira crescendo 30% nos últimos 20 anos enquanto as prisões apenas aumentaram em cinco vezes.

“Oficialmente, as prisões tem espaço para cerca de 300 mil pessoas. Há dinheiro do governo federal para ser gasto na construção de mais prisões, que são na maior parte estatais. Mas ele só pode ser liberado quando o projeto é aprovado por uma cidade. Elas relutam em receber as prisões, temendo que penitenciárias levem o crime quando os prisioneiros são soltos e também tiram recursos de outros serviços públicos”, explica a reportagem da revista inglesa.

Outro problema apontado pela “Economist” sobre o sistema penitenciário brasileiro é a entrada de pessoas que cometeram pequenos crimes nas cadeias, após mudanças nas leis, em 2006, que endureceram as penas para o tráfico de drogas e as abrandaram para casos configurados como posse para consumo pessoal. A reportagem ainda aponta gargalos que prejudicam essa situação, como falta de defensores públicos.